Quem aí, não ama os avós. Eles representam amor, troca, sabedoria e muita diversão.

O dia 26 de julho foi determinado pelo Papa Paulo VI, para celebrar a festa de Sant’Ana e Joaquim, os avós de Jesus. Já no Brasil, uma avó chamada Ana Elisa Couto (1996-2007), liderou um movimento para a criação de uma data que representasse os avós.

Apesar de a nossa Carta Magna garantir à criança e ao adolescente o convívio com sua família, faltava uma atenção especial a esses ascendentes tão importantes na vida dos netos.

Assim, a lei nº 12.398/11, trouxe o parágrafo único do art.1.589 do Código Civil, para estender o direito aos avós, sempre respeitando o melhor interesse das crianças e adolescentes.

A educação de uma criança envolve inúmeros aspectos, como a criação familiar, a escola, os amigos, o lazer, as memórias os elementos externos e os internos.

Portanto, o papel dos avós pode não ser reconhecido pela maioria das pessoas, porém, eles também desempenham função importante para o desenvolvimento dos netos.

Muitos pais da geração Z (1997 e 2010) e alfa (2010 em diante) preferem contatar os aplicativos para mães de primeira viagem, o professor google, os amigos, do que buscar informações junto aos que já passaram pelas mesmas experiências, logo após o nascimento dos filhos.

Os avós dão amor sem medida, tem abraços gostosos e sempre tem um pedaço de bolo quentinho esperando os netos chegar.

A efetividade dos avós tem forte influência no desenvolvimento intelectual e cognitivo de uma criança. Além de trazer as histórias da família, eles representam o histórico, as rupturas, as receitas, a cultura e todo um sistema familiar onde os netos pertencem.

Assim, caso algum dos pais impedirem a visita dos avós, os mesmos poderão ir até o Poder Judiciário e regulamentar o seu direito de visitas. O direito de visitas dos avós é mais curto e não permite a fiscalização e a participação na educação, restringindo-se somente, a visita.

Por fim, o mais importante é que os papeis sejam bem definidos. Os pais precisam acolher a sabedoria dos avós, fazendo uma reverência por tudo que chegou até eles, e os avós precisam respeitar a autoridade dos pais, para que ambos possam contribuir de uma forma harmônica e amorosa para os netos. Sempre ocupando cada um o seu lugar.

Juliane Silvestri Beltrame

Especialista em direito das famílias e escritora.