A
família é o verdadeiro educandário, celeiro de bênçãos, lugar seguro para a
criatura se resguardar das agressões do mundo, adquirindo amadurecimento
psicológico para trilhar uma vivência edificante.
Nem
sempre acontece dessa forma, onde lá no local abençoado se transforma o
verdadeiro esteio em purgatório. Indivíduos imaturos, desiquilibrados,
autoritários, arrogantes, descarregam os tormentos naqueles que são indefesos,
comprometendo toda disciplina moral, terminando em lamentável fracasso
existencial.
O
desvio do caminho, conduzido pela permissividade exagerada, pela falta de
respeito e responsabilidade perante o outro, pela busca da atração física
passageira, de libido exagerado, que logo cede lugar ao desencanto, ao tédio,
desinteresse, deixando de lado o compromisso com a prole, na busca pela
satisfação pessoal e as apetitosas ofertas de prazer, desestruturam diariamente
diversas famílias, chegando ao divórcio.
O
exercício da paciência dentro do lar é valiosa contribuição para se evitar o
divórcio. Interesses imediatistas devem ser substituídos pela busca na
completude, observando o que cada um traz para completar o outro.
Aquele
que hoje se apresenta agressivo no lar, dando lugar a guerrilhas, conflitos,
encontra-se doente da alma, merecendo orientação e precisando exercitar o poder
da paciência.
Ninguém
se torna infeliz por mero prazer, mas em consequências de muitos fatores
despercebidos. Quem não consegue amar aqueles com os quais convive, mais
dificilmente poderá amar aqueloutros que não conhece.
A
família, portanto, é um núcleo de aformoseamento individual, moral, espiritual,
que enseja aprendizagem diariamente, na busca de um futuro promissor e exitoso.
Juliane
Silvestri Beltrame
Especialista
em Direito das Famílias e escritora