Foto: arquivo www.campoere_1.com Foto: arquivo www.campoere_1.com

O ex prefeito de Campo Erê, Rudimar Borcioni emitiu nota de esclarecimento, tendo em vista as manifestação da atual administração do município ter vinculado informações, segundo ele, mentirosas a fim de denegrir o trabalho feito pela administração anterior.

Ele disse também que não teve seus pedidos de direito de resposta atendido, em especial na emissora local, mesmo com a autorização do proprietário, Adilson Baldissera.


Diz a nota

NOTA DE ESCLARECIMENTO AO POVO DE CAMPO ERÊ

Na condição de ex-Prefeito Municipal de Campo Erê, venho a público, através do Poder Legislativo de Campo Erê, esclarecer as notícias inverídicas divulgadas na Rádio Atalaia e em outros meios de comunicação da região, sobre a situação que se encontrava a Prefeitura Municipal em 31 de dezembro de 2016.

Em primeiro lugar, quero deixar registrado que a Rádio Atalaia e a assessoria de imprensa da Prefeitura, antes de divulgar tais notícias, não me procuraram e não me concederam o constitucional direito de manifestação e do contraditório.

Depois de tantas inverdades divulgadas pelo atual governo resolvi me manifestar, a fim de preservar as conquistas do nosso mandato, a pedido daqueles que sempre acreditaram em nosso trabalho, acreditam em Campo Erê e não se conformam com a mentira.

Logo que assumiu, o novo Prefeito divulgou na imprensa que a Prefeitura não tinha orçamento. Mentira. A Lei orçamentária foi aprovada em 2016 e sancionada. Uma cópia foi entregue para a comissão de transição ainda em dezembro.

A dívida divulgada pela atual administração não é verdadeira. Os valores apresentados foram inventados e distorcidos. As dívidas do Município de Campo Erê referem-se aos precatórios, oriundos de governos anteriores, com prazo para pagamento até 2.020, no valor aproximado de R$ 2.100.000,00 e um parcelamento com o INSS, com prazo longo para pagamento.

A única dívida de longo prazo que foi contratada no nosso mandato refere-se a financiamento do BADESC, para o asfaltamento da Rua Luiz Guzerla Ferlin e 31 de Março, no valor aproximado de 700 mil, sendo as obras foram executadas e o pagamento já iniciou no mandato passado, sem nenhum problema.

Para as dívidas de curso prazo com o Hospital, Plantão médico, Consorcio CIS AMOSC, CRESIM e outras foram deixados recursos suficientes para a quitação e só não foram pagas em 2016, por inexistência de disponibilidade orçamentária.

Para se ter uma ideia deixamos um crédito de ICMS de mais de R$ 1.186.000,00, que vai começar a ser pago em 2017, o qual foi retido indevidamente de 2012 a 2016, pelo Governo do Estado. Além disso foram deixados inúmeros créditos de convênios estaduais e federais, que superam cifra de 5 milhões.

O atual governo apresentou outras dívidas, em relação aos quais não esclareceu corretamente o fundamento ou a origem, com o claro objetivo de confundir a população de Campo Erê e estampar uma imagem de caos na Prefeitura Municipal, o que não é verdade. Pedi explicações sobre as mesmas, mas até agora não obtive resposta do Governo Municipal.

Cumpre esclarecer que se Prefeitura estivesse mal financeiramente, porque então o atual Prefeito abriu um crédito suplementar no dia 25 de janeiro de 2017, no valor de R$ 109.725,86 (Decreto 1.124/2017), COM BASE EM SUPERAVIT FINANCEIRO DO EXERCÍCIO DE 2016?

Ora, se existiu superávit financeiro em 2016, é porque a situação financeira do Município está equilibrada.

E se a situação financeira da Prefeitura estivesse tão ruim, porque nomear todos os cargos de confiança e contratar serviços terceirizados logo no primeiro mês do novo Governo?

Há uma flagrante contradição entre o que novo governo diz e no que executa na prática.

Deixamos a Prefeitura Municipal em condições boas de administração, mesmo com a crise que afeta o municipalismo brasileiro. Pagamos salários e direitos dos trabalhadores, respeitamos a família do funcionalismo, muito diferente da situação em que foi deixado o Governo em 31 de dezembro de 2012, quando o atual Prefeito estava à frente do Município.

Com relação à situação das máquinas, caminhões, ônibus e veículos do Município também não é verdadeira a informação de que a frota se encontrava em situação lastimável.

No final de 2016 todos os motoristas e operadores fizeram um relatório dos respectivos veículos e máquinas que operavam, o qual se encontra nos arquivos do Município, onde consta a situação de cada equipamento. Não nega-se que existem alguns veículos e máquinas inservíveis ou doados pela Receita Federal, em relação aos quais foi iniciado o procedimento de leilão em 2016, pois não vinham sendo utilizados há algum tempo, mas não podemos concordar que a frota se encontrava em situação lastimável, porque não é verdade.

Trabalhamos até os últimos dias de 2016 em todos os setores, inclusive com as máquinas.

A população e os órgãos de controle da Prefeitura tem que ficar atentos, porque estas manifestações tem objetivos escusos e estranhos.

O novo governo referiu também que há mais de 3 meses não eram realizados os serviços de limpeza urbana e de corte de grama. Mais uma inverdade, pois os trabalhadores da limpeza atuaram até os últimos dias do ano, inclusive na semana do Natal e do Ano Novo, executando as tarefas de limpeza urbana. Qual o verdadeiro objetivo destas declarações?

Outra manifestação pejorativa feita pelo atual governo é de que não houve transição, e por isso o início das aulas vai atrasar, a silagem vai atrasar, entre outras situações. Isso também não verdade.

Ora, se o início das aulas vai atrasar, se outros serviços públicos não iniciaram, se está faltando medicamento no posto de saúde, se as máquinas não estão trabalhando nas estradas, é pura incompetência dos novos gestores do Município de Campo Erê.

A transição foi realizada, de acordo com a Lei. As informações legais foram todas repassadas ao novo Governo. Foram inclusive prorrogados contratos a pedido da comissão de transição.

A partir do dia 1º de janeiro de 2017 se instalou um novo governo, com equipe completa em todos os setores, inclusive com diversos advogados e prestadores de serviços contratados. Se os procedimentos não foram realizados a tempo ou se os novos gestores estão despreparados para administrar Campo Erê, tal não pode ser atribuído ao Governo que encerrou seu mandato em 31 de dezembro de 2016.

Encerro dizendo que estamos com a consciência tranquila. Não vamos tolerar ataques que desafiem as conquistas da Administração anterior.

Está na hora do Governo Municipal parar de atacar injustamente a Administração anterior e trabalhar, atender o povo nas suas principais necessidades.

Espero que Campo Erê continue no caminho do desenvolvimento.

Somos parceiros para os bons projetos em prol do nosso povo.

Campo Erê-SC, 1º de fevereiro de 2017.

Rudimar Borcioni