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Apenas dez funcionários de oito órgãos federais gastaram R$ 607.922 de janeiro a outubro deste ano com cartão de crédito corporativo. O total de gastos do Executivo, do universo de 9.000 portadores do cartão, é de R$ 52 milhões, o que daria daria pouco mais de R$ 5.500 para cada servidor.<br /><br />Desses, R$ 12 milhões foram para a Presidência. No chapéu do governo, está a fatura de R$ 76.262 de um funcionário da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), segunda colocada no ranking dos maiores gastos individuais com cartão corporativo. A maior parte da despesa foi com gasolina.<br /><br />A assessoria de imprensa da EBC informou ao R7 que o funcionário pertence a NBR, canal oficial de transmissão de eventos do Executivo, e que os R$ 76.262 foram gastos com despesas da “equipe terrestre” que faz a cobertura.<br /><br />Procurado pelo R7, o chefe da unidade do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Amazonas justificou os saques afirmando que o servidor trabalhou no interior do Estado em uma pesquisa de orçamento familiar e precisou alugar pequenas embarcações que eram pagas em dinheiro.<br /><br />O chefe da unidade do IBGE do Mato Grosso admitiu que há concentração de recursos nas mãos de poucos funcionários. Delvado Benito de Souza mostrou-se surpreso quando o R7 informou que dois de seus subordinados da sede dos instituto já tinham ultrapassado os R$ 70 mil em gastos este ano e sacado mais que o permitido.<br /><br />A assessoria do Ministério da Integração Nacional explicou que o gasto do funcionário para comprar dólares foi usado na locação de um veículo com motorista em viagem do ministro Geddel Vieira Lima durante compromisso na França, em março deste ano. A compra de dólares aparece na fatura de abril do funcionário.<br />O R7 entrou em contato com todos os órgãos citados. <br /><br />O Banco Central escritório de Belo Horizonte, a Companhia de Trens Urbanos também de Minas Gerais, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) não responderam até a publicação da reportagem. O nome dos funcionários não foi publicado, pois eles não têm cargo eletivo.<br /><br />Veja o ranking dos funcionários que mais gastaram com cartão corporativo:<br /><b>1-</b> IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) do Mato Grosso – R$ 76.482 (com R$ 27.460 em saques) <br /><b>2-</b> EBC (Empresa Brasil de Comunicação) – R$ 76.262 (Quase tudo em gasolina) <br /><b>3-</b> IBGE do Mato Grosso – R$ 76.013 (comprou material usado de informática e sacou R$ 32.850) <br /><b>4-</b> Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) – R$ 70.473 (Usou o cartão em loja de brinquedos, casa de ração, loja de tecidos, supermercados e lanchonetes) <br /><b>5-</b> Embrapa – R$ 54.986 (sacou R$ 29.200 e gastou com supermercado, farmácia, CTIS informática, 160 em uma relojoaria) <br /><b>6-</b> IBGE do Amazonas – R$ 52.900 <br /><b>7-</b> Ministério da Integração Nacional – R$ 51.729 (Do total, R$ 24 mil foram usados para a compra de dólares) <br /><b>8-</b> Funasa (Fundação Nacional de Saúde) – R$ 50.277 (Usou o cartão em lojas de peças de automóveis, farmácias e passagens de ônibus) <br /><b>9-</b> Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte – R$ 49.846 (Compras em drogaria, loja de bolsas de viagem, livraria e distribuidor de produtos dentários) <br /><b>10- </b>Banco Central do Brasil escritório Belo Horizonte – R$ 48.954 (relatório indica gastos em loja de bicicleta.