Foto: arquivo www.campoere_1.com
No dia 12 de outubro de 1977, dia nublado com um pouco neblina, um avião de pequeno porte cruzava o céu da região e talvez perdido no espaço, ou uma possível pane, tentou aterrissar em uma lavoura de fumo na linha Vista Gaucha, interior de Campo Erê, hoje Santa Terezinha do Progresso, e quase atingiu um grupo de 30 alunos, que brincavam em um campinho de futebol, comemorando o dia das crianças.
Nesse meio um menino, goleiro de uma das equipes, hoje empresário, Nilson Engel, na época com nove anos, morador da linha Rainha da Serra, contou para o portal, que o susto foi tão grande ao ver o ronco dos motores e o vulto se aproximando, que nem se lembra o quanto correu para fugir do local.
A correria foi grande e só depois de passado o susto, foi ver que uma das asas derrubou a trave em que ele estava. Mas o que surpreendeu foi a quantidade de gente que foi ver o acidente, pessoas de toda a região fizeram uma via sacra, mas alguns deles saquearam o que tinha de valor das vitimas. Há informações, não confirmadas, de que havia até malas de dinheiro, mas o exercito brasileiro, com sede em São Miguel do Oeste, esteve no local e conseguiu recuperar, boa parte dos pertences dos 7 passageiros e 2 tripulantes.
As informações dos ocupantes do avião, também não estão bem claras, na época dizia-se que eram da Eletrosul, mas é mais preciso dizer que eram empresários da fabrica de carrocerias Nilson e da lâmpadas Taschibra, os quais estariam indo para a cidade de Foz do Iguaçu PR.
Hélio Viganó era o prefeito de Campo Erê e ao saber de noticia foi ate o local e acompanhou todo o desenrolar da retirada dos corpos e dos destroços, controle assumido a partir de sua chegada pelo exercito. Ele também conta que houve saque e a possível causa da queda foi uma pane nos motores, que quando tocou o solo explodiu.
Em pesquisa junto a FAB, não encontramos nenhum registro e nem tão pouco no quartel do Exercito em São Miguel do Oeste, mas na próxima semana estaremos contatando os órgãos para mais informações sobre esse fato.
Em pesquisa em informações da época entre as vitimas fatais estavam Fernando Correia Oliveira, superintendente de operações da Sudesul, Adelayde Giordani da Costa, esposa de Harry Amorin da Costa, diretor geral do DNOS, Dante Lunardini, piloto, Ednan Cesar Martins Salgado, co-piloto, Iru Carneiro, gerente do projeto Noroeste do PR pela Sudesul e Aracy Mollmann Freitas de Melro esposa do superintendente Paulo Melro.
Ainda a noticia diz que o avião era um Cessna Minter, prefixo PT-FAC pertencente ao Departamento Nacional de Obras e Saneamento.