Cleptomaníaca Mania de roubar
Pesquisamos essa matéria dado a um índice não alarmante mas já considerado grande de pessoas portadoras da mania de roubar.
Umas talvez pelo fato de terem conhecimento fazem justamente pensando na impunidade e outras realmente são cleptomaníaca e as famílias deveriam e tem a obrigação de auxiliá-los nesse sentido.
Roubo é o ato de subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência.
No Brasil, a pena prevista para este crime é de reclusão, de quatro a dez anos, e multa (art. 157, caput, do Código Penal).
Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. Trata-se do roubo impróprio (art. 157, § 1o)
A pena aumenta-se de um terço até metade: se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma (a cancelada Súmula 174 do STJ aplicava a majorante também para a arma de brinquedo); se há o concurso de duas ou mais pessoas; se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância; se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da multa.
Se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa. Trata-se do chamado latrocínio, considerado crime hediondo, nos termos da Lei 8072/90.
Mania de roubar
Diversas razões podem levar uma pessoa a roubar. Em geral, a gente associa o roubo, com má-índole, ambição, revolta e extrema necessidade. E nem vamos entrar em análises de perfis sociólogicos ou de fatores como distribuição de renda que poderiam justificar comportamentos não aceitáveis do ponto de vista da coletividade. Estamos falando aqui de outro tipo de roubo, cuja motivação é a compulsão: um desejo (ou impulso) quase incontrolável de fazer algo, que não gera prazer.
As compulsões, geralmente, são sucedidas por sentimentos de culpa e arrependimento. Apesar disso, a pessoa repete o ato por inúmeras vezes, como se não tivesse controle dos próprios atos.
O roubo compulsivo é uma doença chamada clinicamente de cleptomania. A cleptomania não escolhe classe social: pessoas com muito dinheiro podem roubar por pura compulsão. E não tem nada a ver com a necessidade de possuir alguma coisa: muitas vezes, o objeto do roubo é algo inútil e sem valor.
A atriz americana Winona Ryder foi condenada em 2001 a 480 horas de trabalhos comunitários mais multa de dois mil dólares e tratamento psíquico por roubar roupas e objetos numa filial da loja Saks Fifth Avenue. Se ela é cleptomaníaca? Bem ... é difícil entender o ato vindo de uma mulher rica e bonita como Winona.
O comportamento da personagem, Haydée, vivida por Cristiane Torloni, na novela da Globo, América, vem causando polêmica. Haydée é rica, infeliz e vive um casamento cheio de mentiras. Vira e mexe ela rouba um isqueiro, uma caneta, ou coisas assim. A personagem vive se esquivando para não ser descoberta e desconhece qualquer tipo de tratamento.
Para entender melhor a doença, conversamos com o pisicoterapeuta Estevan Matheus, que respondeu 10 perguntas sobre cleptomania, acompanhe:
1 - A pessoa nasce cleptomaníaca ou adquire a doença por algum motivo?
Não se sabe ainda a causa exata, mas especula-se ser fruto de características psicológicas, vulnerabilidade psíquica, ou ainda um problema com os neurotransmissores (em estudo). O componente hereditário também é forte, pois em uma mesma família pode se encontrar mais de uma pessoa com cleptomania.
2 - A cleptomania é uma doença exclusivamente feminina?
A maior ocorrência é entre as mulheres, mas não se sabe o motivo exato. A cleptomania é uma doença rara, por isso é difícil estabelecer muitas relações.
3 - Perante a Lei, uma pessoa cleptomaníaca pode ser presa por roubo?
Em um primeiro momento, todos nós somos culpados por cometer um delito, seja ele qual for, até que se prove o contrário. No entanto, se a doença for comprovada, o tratamento é outro.
4 - Quem tem cleptomania pode se envolver em roubos maiores, como de um banco, por exemplo?
Não necessariamente. Não existe uma relação direta entre ladrão e clepto. Furtar é diferente de roubar. Roubo exige premeditação, o clepto age em função da ocasião. Um dado muito importante é que a pessoa é consciente o tempo todo, sabe que está errada, e até se arrepende posteriormente, mas não consegue conter o impulso.
5 - Como diferenciar cleptomania de “bobagens de criança”, como pegar pequenas coisas no supermercado e não pagar, ou levar um brinquedo do amiguinho para casa ...
Quando os pais percebem que a criança começa a aparecer com objetos que não são seus (borracha, lápis, caneta), isso pode ser um sinal de que ela quer chamar a atenção por algum motivo, geralmente falta de carinho e atenção. É importante lembrar que a cleptomania é uma doença rara, e nem todas as pessoas que furtam são cleptomaníacos. O que os pais devem fazer num primeiro momento é redobrar a atenção em relação ao filho, manifestar mais claramente ou de jeitos novos seu afeto, conversar sobre direitos, deveres, explicar a diferença entre tomar emprestado e roubar, enfim, muitas vezes o furto é apenas falta de parâmetros adequados, sobretudo entre crianças muito pequenas. Se os furtos continuarem, no entanto, o melhor a fazer é procurar um profissional capacitado (psicólogo).
6 – Os cleptomaníacos colecionam objetos roubados? Ou jogam fora ...
Muitas vezes os colecionam, mas também podem devolvê-los na surdina, ou até jogá-los fora.
7 – Por que essas pessoas roubam? É por prazer?
Quem sofre da doença, independente da idade, tem transtorno compulsivo ou distúrbio de ansiedade. Antes do furto, o doente sofre de um aumento de ansiedade, e após o furto, vem o alívio.
8 – Como tratar o problema? Terapia, remédios ...
Trata-se com psicoterapia e medicação (antidepressivos e ansiolíticos)
9 – E se eu perceber que alguém em casa tem essa doença, o que faço?
Procure um profissional capacitado. Psicólogo ou médico psiquiatra.
10 – E tem cura?
Não, mas a compulsão pode ser controlada com tratamento.
Umas talvez pelo fato de terem conhecimento fazem justamente pensando na impunidade e outras realmente são cleptomaníaca e as famílias deveriam e tem a obrigação de auxiliá-los nesse sentido.
Roubo é o ato de subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência.
No Brasil, a pena prevista para este crime é de reclusão, de quatro a dez anos, e multa (art. 157, caput, do Código Penal).
Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro. Trata-se do roubo impróprio (art. 157, § 1o)
A pena aumenta-se de um terço até metade: se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma (a cancelada Súmula 174 do STJ aplicava a majorante também para a arma de brinquedo); se há o concurso de duas ou mais pessoas; se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância; se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior; se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos, além da multa.
Se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa. Trata-se do chamado latrocínio, considerado crime hediondo, nos termos da Lei 8072/90.
Mania de roubar
Diversas razões podem levar uma pessoa a roubar. Em geral, a gente associa o roubo, com má-índole, ambição, revolta e extrema necessidade. E nem vamos entrar em análises de perfis sociólogicos ou de fatores como distribuição de renda que poderiam justificar comportamentos não aceitáveis do ponto de vista da coletividade. Estamos falando aqui de outro tipo de roubo, cuja motivação é a compulsão: um desejo (ou impulso) quase incontrolável de fazer algo, que não gera prazer.
As compulsões, geralmente, são sucedidas por sentimentos de culpa e arrependimento. Apesar disso, a pessoa repete o ato por inúmeras vezes, como se não tivesse controle dos próprios atos.
O roubo compulsivo é uma doença chamada clinicamente de cleptomania. A cleptomania não escolhe classe social: pessoas com muito dinheiro podem roubar por pura compulsão. E não tem nada a ver com a necessidade de possuir alguma coisa: muitas vezes, o objeto do roubo é algo inútil e sem valor.
A atriz americana Winona Ryder foi condenada em 2001 a 480 horas de trabalhos comunitários mais multa de dois mil dólares e tratamento psíquico por roubar roupas e objetos numa filial da loja Saks Fifth Avenue. Se ela é cleptomaníaca? Bem ... é difícil entender o ato vindo de uma mulher rica e bonita como Winona.
O comportamento da personagem, Haydée, vivida por Cristiane Torloni, na novela da Globo, América, vem causando polêmica. Haydée é rica, infeliz e vive um casamento cheio de mentiras. Vira e mexe ela rouba um isqueiro, uma caneta, ou coisas assim. A personagem vive se esquivando para não ser descoberta e desconhece qualquer tipo de tratamento.
Para entender melhor a doença, conversamos com o pisicoterapeuta Estevan Matheus, que respondeu 10 perguntas sobre cleptomania, acompanhe:
1 - A pessoa nasce cleptomaníaca ou adquire a doença por algum motivo?
Não se sabe ainda a causa exata, mas especula-se ser fruto de características psicológicas, vulnerabilidade psíquica, ou ainda um problema com os neurotransmissores (em estudo). O componente hereditário também é forte, pois em uma mesma família pode se encontrar mais de uma pessoa com cleptomania.
2 - A cleptomania é uma doença exclusivamente feminina?
A maior ocorrência é entre as mulheres, mas não se sabe o motivo exato. A cleptomania é uma doença rara, por isso é difícil estabelecer muitas relações.
3 - Perante a Lei, uma pessoa cleptomaníaca pode ser presa por roubo?
Em um primeiro momento, todos nós somos culpados por cometer um delito, seja ele qual for, até que se prove o contrário. No entanto, se a doença for comprovada, o tratamento é outro.
4 - Quem tem cleptomania pode se envolver em roubos maiores, como de um banco, por exemplo?
Não necessariamente. Não existe uma relação direta entre ladrão e clepto. Furtar é diferente de roubar. Roubo exige premeditação, o clepto age em função da ocasião. Um dado muito importante é que a pessoa é consciente o tempo todo, sabe que está errada, e até se arrepende posteriormente, mas não consegue conter o impulso.
5 - Como diferenciar cleptomania de “bobagens de criança”, como pegar pequenas coisas no supermercado e não pagar, ou levar um brinquedo do amiguinho para casa ...
Quando os pais percebem que a criança começa a aparecer com objetos que não são seus (borracha, lápis, caneta), isso pode ser um sinal de que ela quer chamar a atenção por algum motivo, geralmente falta de carinho e atenção. É importante lembrar que a cleptomania é uma doença rara, e nem todas as pessoas que furtam são cleptomaníacos. O que os pais devem fazer num primeiro momento é redobrar a atenção em relação ao filho, manifestar mais claramente ou de jeitos novos seu afeto, conversar sobre direitos, deveres, explicar a diferença entre tomar emprestado e roubar, enfim, muitas vezes o furto é apenas falta de parâmetros adequados, sobretudo entre crianças muito pequenas. Se os furtos continuarem, no entanto, o melhor a fazer é procurar um profissional capacitado (psicólogo).
6 – Os cleptomaníacos colecionam objetos roubados? Ou jogam fora ...
Muitas vezes os colecionam, mas também podem devolvê-los na surdina, ou até jogá-los fora.
7 – Por que essas pessoas roubam? É por prazer?
Quem sofre da doença, independente da idade, tem transtorno compulsivo ou distúrbio de ansiedade. Antes do furto, o doente sofre de um aumento de ansiedade, e após o furto, vem o alívio.
8 – Como tratar o problema? Terapia, remédios ...
Trata-se com psicoterapia e medicação (antidepressivos e ansiolíticos)
9 – E se eu perceber que alguém em casa tem essa doença, o que faço?
Procure um profissional capacitado. Psicólogo ou médico psiquiatra.
10 – E tem cura?
Não, mas a compulsão pode ser controlada com tratamento.