Gilson de Wilmann (E) e Ildo de Menezes estão entre os vereadores cassados - Sirli Freitas / Agencia RBS
Eles eram acusados de quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa
Quatro vereadores foram cassados por seus colegas em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina, numa Sessão Extraordinária de Julgamento que levou mais de 20 horas. Os trabalhos iniciaram-se às 7h45min de sábado e encerraram às 4h deste de domingo.
Max Schabarum (PDT), Gilson Wilmann (PMDB), Adelino Zanivan (PTB) e Ildo Menezes (PMDB) foram cassados por quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa. Segundo denúncia do Ministério Público, eles estariam exigindo dinheiro para aprovação de loteamentos na cidade de Maravilha. Um empresário da cidade seria o intermediário entre os legisladores e os interessados na aprovação dos projetos.
Dos nove vereadores (quatro suplentes foram chamados para substituir os acusados) sete votaram pela cassação. Os advogados João Paulo Siqueira e Miguel Lubi fizeram a defesa dos réus durante oito horas. Mas não convenceram os vereadores.
Mesmo com a reunião se estendendo por 20 horas, cerca de 60 pessoas assistiram ao julgamento até o final.
— Valeu a pena pois foi feita justiça — afirmou Katiane Golin, uma das pessoas que acompanhou.
O advogado Miguel Lubi afirmou que a votação foi política. Ele tentará a anulação da sessão alegando nulidades na condução do processo.
O presidente da Câmara de Vereadores, Janir Signor (PSDB), disse que tudo ocorreu de forma tranqüila e dentro da lei. De acordo com Signor, afirmou que o resultado representa a lisura no serviço público. Ele lembrou que, na próxima terça-feira, já tomam posse os suplentes Doraci Feliziak (PMDB), Marclei Grando (PMDB), Eliana Simionato (PT) e Claudir Kunhn (PTB).
Entenda o caso
No dia 14 de outubro do ano passado o presidente da Câmara de Vereadores de Maravilha, Max Schabarum (PDT), o vice-presidente, Gilson Wilmann (PMDB), o primeiro secretário, Adelino Zanivan (PTB), e o segundo secretário da Câmara, Ildo Menezes (PMDB), foram presos juntamente com o empresário Nelson Schabarum.
Os cinco foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de concussão (exigir dinheiro em função do cargo) e formação de quadrilha. O Ministério Público, com a colaboração das polícias Civil e Militar e Secretaria da Fazenda apurou que eles receberam dinheiro para aprovar projetos de loteamentos particulares.
Ildo Menezes foi solto dois dias depois por colaborar com as investigações. Os demais foram soltos somente dois meses depois. Eles renunciaram aos cargos na mesa diretora, mas retornaram às suas cadeiras no legislativo no dia 15 de dezembro. Porém, a primeira sessão foi somente em dois de fevereiro, quando houve manifestações de protesto no plenário e a Polícia Militar teve que ser chamada.
Quatro vereadores foram cassados por seus colegas em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina, numa Sessão Extraordinária de Julgamento que levou mais de 20 horas. Os trabalhos iniciaram-se às 7h45min de sábado e encerraram às 4h deste de domingo.
Max Schabarum (PDT), Gilson Wilmann (PMDB), Adelino Zanivan (PTB) e Ildo Menezes (PMDB) foram cassados por quebra de decoro parlamentar e improbidade administrativa. Segundo denúncia do Ministério Público, eles estariam exigindo dinheiro para aprovação de loteamentos na cidade de Maravilha. Um empresário da cidade seria o intermediário entre os legisladores e os interessados na aprovação dos projetos.
Dos nove vereadores (quatro suplentes foram chamados para substituir os acusados) sete votaram pela cassação. Os advogados João Paulo Siqueira e Miguel Lubi fizeram a defesa dos réus durante oito horas. Mas não convenceram os vereadores.
Mesmo com a reunião se estendendo por 20 horas, cerca de 60 pessoas assistiram ao julgamento até o final.
— Valeu a pena pois foi feita justiça — afirmou Katiane Golin, uma das pessoas que acompanhou.
O advogado Miguel Lubi afirmou que a votação foi política. Ele tentará a anulação da sessão alegando nulidades na condução do processo.
O presidente da Câmara de Vereadores, Janir Signor (PSDB), disse que tudo ocorreu de forma tranqüila e dentro da lei. De acordo com Signor, afirmou que o resultado representa a lisura no serviço público. Ele lembrou que, na próxima terça-feira, já tomam posse os suplentes Doraci Feliziak (PMDB), Marclei Grando (PMDB), Eliana Simionato (PT) e Claudir Kunhn (PTB).
Entenda o caso
No dia 14 de outubro do ano passado o presidente da Câmara de Vereadores de Maravilha, Max Schabarum (PDT), o vice-presidente, Gilson Wilmann (PMDB), o primeiro secretário, Adelino Zanivan (PTB), e o segundo secretário da Câmara, Ildo Menezes (PMDB), foram presos juntamente com o empresário Nelson Schabarum.
Os cinco foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de concussão (exigir dinheiro em função do cargo) e formação de quadrilha. O Ministério Público, com a colaboração das polícias Civil e Militar e Secretaria da Fazenda apurou que eles receberam dinheiro para aprovar projetos de loteamentos particulares.
Ildo Menezes foi solto dois dias depois por colaborar com as investigações. Os demais foram soltos somente dois meses depois. Eles renunciaram aos cargos na mesa diretora, mas retornaram às suas cadeiras no legislativo no dia 15 de dezembro. Porém, a primeira sessão foi somente em dois de fevereiro, quando houve manifestações de protesto no plenário e a Polícia Militar teve que ser chamada.