O engenheiro agrônomo Frederido Denardi explica que produtores aproveitam para colher a Daiane no intervalo de outras espécies - Daisy Trombetta / Daisy Trombetta
Mais uma alternativa para a região.
Espécie Daiane, lançada em 1998 pela Epagri, é resistente às doenças e precisa de menos frio para dar bons frutos
Uma nova espécie de maçã começa a ganhar espaço no paladar dos brasileiros e na escolha dos produtores. A espécie Daiane, plantada no Meio-Oeste de Santa Catarina, foi lançada em 1998 pela Epagri, e é resistente às doenças e precisa de menos frio para dar bons frutos.
Analisada por esse aspecto, a variedade se adapta melhor ao clima brasileiro. Outras espécies, como a Fuji e a Gala, são importadas de outros países e têm demandas diferentes das características disponíveis no Brasil.
Na lista de vantagens da Daiane, também está o volume de produção: dá para conseguir até 50 toneladas em um hectare plantado. O trabalho de melhoramento se concentra agora na divulgação da espécie, que já é encontrada no mercado, mas pouca gente conhece.
Quem trabalha nisso são os funcionários da Estação Experimental da Epagri de Caçador, onde a primeira muda da espécie nasceu, depois de milhares de cruzamentos que começaram em 1987.
Eles conseguiram conquistar a preferência de alguns produtores de Fraiburgo, cidade vizinha à estação. O município é considerado o maior produtor de Daiane, com cerca de 85 hectares plantados. Em Santa Catarina, são 300 hectares da espécie.
O pai da variedade, o engenheiro agrônomo Frederido Denardi, explica que estes produtores aproveitam para colher a Daiane no intervalo de outras espécies. É uma maneira de otimizar o trabalho e conservar a mão de obra, que é escassa entre janeiro e abril.
— Muitos produtores trazem gente de longe para trabalhar na colheita. Há um intervalo, de cerca de um mês, entre a Fuji e a Gala. E é nesta época que a Daiane está pronta — explica.
Para chegar a esta característica da época de maturação, os pesquisadores da Epagri fazem testes constantes. Frutas verdes e prontas para o consumo passam por análises fisiológicas e de conservação. Uma das constatações em laboratório, comprovada depois por quem já provou, é de que a fruta é mais doce e suculenta que as demais espécies. Além disso, é crocante e tem um sabor equilibrado por níveis de açúcares e de ácidos.
Mas quem está interessado em apostar na Daiane terá de esperar mais um pouco. As mudas ainda não estão disponíveis para venda, porque a Epagri está licenciando viveiristas de todo o país. Na estação de Caçador, é possível encontrar galhos para enxerto.
Embora ainda seja novidade no mercado, quem está apostando na Daiane revela estar contente. João Mena Neto, engenheiro agrônomo e produtor de maçãs em Fraiburgo, colhe 350 toneladas da espécie por ano. Isso porque, afirma ele, o volume de produção é elevado. E não há perdas nas características que agradam os consumidores.
— Potencialmente, é a espécie mais produtiva. Temos frutas com uma cor acentuada e um sabor que agrada os consumidores — diz.
Neto aproveita para preencher as lacunas de tempo na época de colheita e planta Daiane há cinco anos.
Espécie Daiane, lançada em 1998 pela Epagri, é resistente às doenças e precisa de menos frio para dar bons frutos
Uma nova espécie de maçã começa a ganhar espaço no paladar dos brasileiros e na escolha dos produtores. A espécie Daiane, plantada no Meio-Oeste de Santa Catarina, foi lançada em 1998 pela Epagri, e é resistente às doenças e precisa de menos frio para dar bons frutos.
Analisada por esse aspecto, a variedade se adapta melhor ao clima brasileiro. Outras espécies, como a Fuji e a Gala, são importadas de outros países e têm demandas diferentes das características disponíveis no Brasil.
Na lista de vantagens da Daiane, também está o volume de produção: dá para conseguir até 50 toneladas em um hectare plantado. O trabalho de melhoramento se concentra agora na divulgação da espécie, que já é encontrada no mercado, mas pouca gente conhece.
Quem trabalha nisso são os funcionários da Estação Experimental da Epagri de Caçador, onde a primeira muda da espécie nasceu, depois de milhares de cruzamentos que começaram em 1987.
Eles conseguiram conquistar a preferência de alguns produtores de Fraiburgo, cidade vizinha à estação. O município é considerado o maior produtor de Daiane, com cerca de 85 hectares plantados. Em Santa Catarina, são 300 hectares da espécie.
O pai da variedade, o engenheiro agrônomo Frederido Denardi, explica que estes produtores aproveitam para colher a Daiane no intervalo de outras espécies. É uma maneira de otimizar o trabalho e conservar a mão de obra, que é escassa entre janeiro e abril.
— Muitos produtores trazem gente de longe para trabalhar na colheita. Há um intervalo, de cerca de um mês, entre a Fuji e a Gala. E é nesta época que a Daiane está pronta — explica.
Para chegar a esta característica da época de maturação, os pesquisadores da Epagri fazem testes constantes. Frutas verdes e prontas para o consumo passam por análises fisiológicas e de conservação. Uma das constatações em laboratório, comprovada depois por quem já provou, é de que a fruta é mais doce e suculenta que as demais espécies. Além disso, é crocante e tem um sabor equilibrado por níveis de açúcares e de ácidos.
Mas quem está interessado em apostar na Daiane terá de esperar mais um pouco. As mudas ainda não estão disponíveis para venda, porque a Epagri está licenciando viveiristas de todo o país. Na estação de Caçador, é possível encontrar galhos para enxerto.
Embora ainda seja novidade no mercado, quem está apostando na Daiane revela estar contente. João Mena Neto, engenheiro agrônomo e produtor de maçãs em Fraiburgo, colhe 350 toneladas da espécie por ano. Isso porque, afirma ele, o volume de produção é elevado. E não há perdas nas características que agradam os consumidores.
— Potencialmente, é a espécie mais produtiva. Temos frutas com uma cor acentuada e um sabor que agrada os consumidores — diz.
Neto aproveita para preencher as lacunas de tempo na época de colheita e planta Daiane há cinco anos.