Merisio prometou mais mecanismos de transparência no site da Assembleia. -
Foto:Daniel Conzi
Talvesvoce não lembra mais em qual deputado votou nas últimas eleições, mas vendo essa materia publicada no siteo do Diario Catarinense vai faze voce começãr uma reflexão sobre nossos politicos.
Gelson Merisio conversou com o DC sobre polêmica missão parlamentar à Ásia
Uma defesa incondicional das viagens de deputados estaduais ao exterior, uma mea culpa sobre o que chamou de "amadorismo" na recente viagem feita à China e Coreia do Sul e a promessa de mais mecanismos de transparência no site da Assembleia Legislativa a partir de sexta-feira. Esse é o resumo da entrevista coletiva concedida pelo presidente da Assembleia, Gelson Merisio (DEM), na tarde de terça-feira, para explicar a polêmica missão parlamentar à Ásia, realizada de 9 a 18 de março.
Merisio e os deputados Jailson Lima (PT) e Kennedy Nunes (PP) acompanharam empresários catarinenses no roteiro asiático. Reportagens do Diário Catarinense mostraram que a Assembleia não conseguiu divulgar a agenda oficial, as justificativas e o custo da missão oficial nem mesmo após a volta dos deputados. Na segunda-feira foi apresentado um resumo do roteiro.
— Estamos fazendo uma mea culpa. Eu decidi ir uma semana antes da viagem, o visto saiu em cima da hora, a agenda eu só conheci lá. Não pode ser assim — diz Merisio.
O demista afirma que pretende institucionalizar as viagens dos deputados ao exterior, especialmente aos países da Ásia, formando comitivas com prefeitos, empresários, professores universitários e imprensa. Disse que deve voltar a China ainda este ano e que o exemplo deve ser seguido pelo governador Raimundo Colombo (DEM), com quem tem conversado sobre a necessidade de maior interação comercial com a China.
— O que tem que ficar muito claro e muito transparente são os motivos, os resultados e quem participa da viagem. Isso nós vamos garantir não apenas com nosso Portal da Transparência, mas também com profissionalismo na elaboração dos roteiros, na cobertura das viagens e na divulgação dos resultados — disse Merísio.
O presidente da Assembleia afirma que Santa Catarina deve apostar em uma estratégia agressiva para concorrer com outros estados na conquista os investimentos chineses e que as viagens dos deputados fazem parte desse processo. Para ele, o relacionamento criado pelo legislativo com os chineses, mesmo feito de forma "amadora", não pode ser desperdiçado.
— A China, especificamente, tem um apreço muito forte entre o poder legislativo, governo e o sistema privado. De tal forma que se essa última missão fosse apenas empresarial teria as portas fechadas em muitos lugares em que estiveram abertas.
Desde 2007 a Assembleia fez quatro viagens oficiais à China, todas com participação do deputado Jailson Lima (PT). Em 20 de março, reportagem do DC mostrou que o petista é sócio da Asian Trade Link, empresa especializada em intermediar negócios entre empresários brasileiros e chineses. Jailson Lima afirma que a empresa não tem negócios em Santa Catarina e que nunca utilizou as viagens oficias para fins privados.
— Eu convidei o deputado Jailson para participar dessa missão porque ele hoje ele é a pessoa que mais entende de China no Estado, ele nem queria ir — diz Merisio.
Gelson Merisio conversou com o DC sobre polêmica missão parlamentar à Ásia
Uma defesa incondicional das viagens de deputados estaduais ao exterior, uma mea culpa sobre o que chamou de "amadorismo" na recente viagem feita à China e Coreia do Sul e a promessa de mais mecanismos de transparência no site da Assembleia Legislativa a partir de sexta-feira. Esse é o resumo da entrevista coletiva concedida pelo presidente da Assembleia, Gelson Merisio (DEM), na tarde de terça-feira, para explicar a polêmica missão parlamentar à Ásia, realizada de 9 a 18 de março.
Merisio e os deputados Jailson Lima (PT) e Kennedy Nunes (PP) acompanharam empresários catarinenses no roteiro asiático. Reportagens do Diário Catarinense mostraram que a Assembleia não conseguiu divulgar a agenda oficial, as justificativas e o custo da missão oficial nem mesmo após a volta dos deputados. Na segunda-feira foi apresentado um resumo do roteiro.
— Estamos fazendo uma mea culpa. Eu decidi ir uma semana antes da viagem, o visto saiu em cima da hora, a agenda eu só conheci lá. Não pode ser assim — diz Merisio.
O demista afirma que pretende institucionalizar as viagens dos deputados ao exterior, especialmente aos países da Ásia, formando comitivas com prefeitos, empresários, professores universitários e imprensa. Disse que deve voltar a China ainda este ano e que o exemplo deve ser seguido pelo governador Raimundo Colombo (DEM), com quem tem conversado sobre a necessidade de maior interação comercial com a China.
— O que tem que ficar muito claro e muito transparente são os motivos, os resultados e quem participa da viagem. Isso nós vamos garantir não apenas com nosso Portal da Transparência, mas também com profissionalismo na elaboração dos roteiros, na cobertura das viagens e na divulgação dos resultados — disse Merísio.
O presidente da Assembleia afirma que Santa Catarina deve apostar em uma estratégia agressiva para concorrer com outros estados na conquista os investimentos chineses e que as viagens dos deputados fazem parte desse processo. Para ele, o relacionamento criado pelo legislativo com os chineses, mesmo feito de forma "amadora", não pode ser desperdiçado.
— A China, especificamente, tem um apreço muito forte entre o poder legislativo, governo e o sistema privado. De tal forma que se essa última missão fosse apenas empresarial teria as portas fechadas em muitos lugares em que estiveram abertas.
Desde 2007 a Assembleia fez quatro viagens oficiais à China, todas com participação do deputado Jailson Lima (PT). Em 20 de março, reportagem do DC mostrou que o petista é sócio da Asian Trade Link, empresa especializada em intermediar negócios entre empresários brasileiros e chineses. Jailson Lima afirma que a empresa não tem negócios em Santa Catarina e que nunca utilizou as viagens oficias para fins privados.
— Eu convidei o deputado Jailson para participar dessa missão porque ele hoje ele é a pessoa que mais entende de China no Estado, ele nem queria ir — diz Merisio.