Ideli - Resistência?
O polêmico texto do governo aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados sobre a flexibilização das regras de licitação para as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas não deverá enfrentar resistência no Senado.
A expectativa é da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti que, nesta terça-feira (21), afirmou ter conversado com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Segundo Ideli, ele teria mudado de ideia sobre alterar a proposta no Senado.
Sarney posicionou-se contra a proposta de sigilo no orçamento das obras da Copa e da Olimpíada, aprovada na Câmara e defendida pela presidente Dilma Rousseff como uma forma de diminuir custos.
“Tão logo foi divulgado aquela entrevista do presidente Sarney, eu liguei para ele e tive uma conversa extremamente tranquila. Ele relatou que teve um entendimento da pergunta diferenciado do que está colocado”, afirmou a ministra. “Ele se convenceu, inclusive porque um dos vice-líderes da Câmara, o deputado Osmar Serraglio, esteve conversando com ele pessoalmente e tive o retorno de que foi uma conversa extremamente esclarecedora”, completou.
Sarney havia dito que não havia “motivação nenhuma” para que se fizesse sigilo nos gastos da Copa. “Não vejo nenhuma diferença entre obra de Copa e obras públicas”, afirmou o senador.
Segundo Ideli, o objetivo de não permitir que se fale de valores antes da licitação seria para evitar que as empresas competidoras combinassem os preços. “O que nos temos é: no processo de licitação, você não divulga o valor exatamente para que não haja um acordo das empreiteiras e se consiga um valor melhor, sem o conluio [das empresas]. Tão logo a licitação esteja concluída, tudo será tornado público. Agora, durante o processo de licitação, os órgãos de controle – Tribunal de Contas, a Controladoria-geral da União, todos vão acompanhar”, alegou.
A ministra ressaltou ainda que no portal da Copa “estarão disponibilizadas todos os dados” para “todo e qualquer brasileiro” conferir.
Nesta terça-feira, entretanto, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que os senadores poderão promover "ajustes" na medida provisória. Jucá disse que não pretende deixar para a presidente Dilma a tarefa de vetar o polêmico artigo que impõe o sigilo, por isso caberá ao Senado aprimorar o texto.
Mesmo com a aprovação do texto-base da medida provisória, ainda faltam votar alguns destaques no plenário da Câmara antes do projeto ir para o Senado. “Nossa meta é votar na terça-feira (28) os destaques. Queremos votar para que vá ao Senado e, no Senado, teremos pouquíssimo tempo de tramitação”, afirmou a Ideli.
A expectativa é da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti que, nesta terça-feira (21), afirmou ter conversado com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Segundo Ideli, ele teria mudado de ideia sobre alterar a proposta no Senado.
Sarney posicionou-se contra a proposta de sigilo no orçamento das obras da Copa e da Olimpíada, aprovada na Câmara e defendida pela presidente Dilma Rousseff como uma forma de diminuir custos.
“Tão logo foi divulgado aquela entrevista do presidente Sarney, eu liguei para ele e tive uma conversa extremamente tranquila. Ele relatou que teve um entendimento da pergunta diferenciado do que está colocado”, afirmou a ministra. “Ele se convenceu, inclusive porque um dos vice-líderes da Câmara, o deputado Osmar Serraglio, esteve conversando com ele pessoalmente e tive o retorno de que foi uma conversa extremamente esclarecedora”, completou.
Sarney havia dito que não havia “motivação nenhuma” para que se fizesse sigilo nos gastos da Copa. “Não vejo nenhuma diferença entre obra de Copa e obras públicas”, afirmou o senador.
Segundo Ideli, o objetivo de não permitir que se fale de valores antes da licitação seria para evitar que as empresas competidoras combinassem os preços. “O que nos temos é: no processo de licitação, você não divulga o valor exatamente para que não haja um acordo das empreiteiras e se consiga um valor melhor, sem o conluio [das empresas]. Tão logo a licitação esteja concluída, tudo será tornado público. Agora, durante o processo de licitação, os órgãos de controle – Tribunal de Contas, a Controladoria-geral da União, todos vão acompanhar”, alegou.
A ministra ressaltou ainda que no portal da Copa “estarão disponibilizadas todos os dados” para “todo e qualquer brasileiro” conferir.
Nesta terça-feira, entretanto, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que os senadores poderão promover "ajustes" na medida provisória. Jucá disse que não pretende deixar para a presidente Dilma a tarefa de vetar o polêmico artigo que impõe o sigilo, por isso caberá ao Senado aprimorar o texto.
Mesmo com a aprovação do texto-base da medida provisória, ainda faltam votar alguns destaques no plenário da Câmara antes do projeto ir para o Senado. “Nossa meta é votar na terça-feira (28) os destaques. Queremos votar para que vá ao Senado e, no Senado, teremos pouquíssimo tempo de tramitação”, afirmou a Ideli.