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Adepol entrega à Justiça dossiê com 20 volumes denunciando irregularidades de PMs de SC
Entre as denúncias estão usurpação de função e desrespeito aos direitos humanos
Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, agora, presidência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O que antes era uma batalha virou uma guerra da Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adepol) contra alguns procedimentos adotados pela Polícia Militar.
Nesta sexta-feira, os delegados encaminharam um dossiê com 20 volumes à Justiça denunciando casos em que houve falha, usurpação de função e desrespeito aos direitos humanos por parte da PM.
Os delegados prometem não parar. O presidente da Adepol, delegado Renato Hendges, é enfático e garante que vai levar o mesmo relatório também à Assembleia Legislativa e à Comissão de Direitos Humanos.
— Em algum momento isso tem que surtir efeito. Nós só queremos a volta da legalidade.
O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador José Trindade dos Santos, disse que encaminhará a documentação à corregedoria-geral de Justiça.
Para o vice-presidente da associação, delegado Carlos Diego, as falhas apontadas no dossiê são graves e cada vez mais frequentes. Segundo ele, quem perde com os procedimentos errôneos que vêm sendo adotados pela PM é o cidadão, pois atrasa o início da investigação pela Polícia Civil e pode até impossibilitar a abertura de inquérito.
A Polícia Militar não se pronuncia sobre o caso por entender que o posicionamento é apenas da Adepol e não da Polícia Civil. O delegado-geral, Aldo D'Ávila, informou, por meio de nota oficial, que "não há qualquer tipo de conflito entre as instituições", apenas algumas divergências que "podem ser objeto de discussão e solução". O secretário de Segurança, César Grubba, adiantou que falhas por parte da Polícia Militar são pontuais e devem ser apuradas.
O embate ganhou força nesta semana com a implantação do Serviço de Atendimentos e Despacho de Ocorrências (Sade), que integra Bombeiros, PM e Samu.
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Nesta sexta-feira, os delegados encaminharam um dossiê com 20 volumes à Justiça denunciando casos em que houve falha, usurpação de função e desrespeito aos direitos humanos por parte da PM.
Os delegados prometem não parar. O presidente da Adepol, delegado Renato Hendges, é enfático e garante que vai levar o mesmo relatório também à Assembleia Legislativa e à Comissão de Direitos Humanos.
— Em algum momento isso tem que surtir efeito. Nós só queremos a volta da legalidade.
O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador José Trindade dos Santos, disse que encaminhará a documentação à corregedoria-geral de Justiça.
Para o vice-presidente da associação, delegado Carlos Diego, as falhas apontadas no dossiê são graves e cada vez mais frequentes. Segundo ele, quem perde com os procedimentos errôneos que vêm sendo adotados pela PM é o cidadão, pois atrasa o início da investigação pela Polícia Civil e pode até impossibilitar a abertura de inquérito.
A Polícia Militar não se pronuncia sobre o caso por entender que o posicionamento é apenas da Adepol e não da Polícia Civil. O delegado-geral, Aldo D'Ávila, informou, por meio de nota oficial, que "não há qualquer tipo de conflito entre as instituições", apenas algumas divergências que "podem ser objeto de discussão e solução". O secretário de Segurança, César Grubba, adiantou que falhas por parte da Polícia Militar são pontuais e devem ser apuradas.
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