Valmir Silveira de Avila, acusado da morte de Wanderleia Krummenauer, morta a golpes de faca, crime que aconteceu na casa da vitima no dia 14 de março deste ano, foi julgado na ultima quinta feira 21, pelo conselho de sentença, no salão do júri da comarca de Campo Erê.

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Fizeram parte do corpo de jurados 4 homens e 3 mulheres e o júri presidido pela juíza Karolin Guesser, na acusação a promotora de justiça Susane Ramos, e na defesa o advogado Adilson Raimundi.

 

Pela manhã teve os depoimentos de testemunhas e apresentação de alguns deles pelo sistema de telão.

 

O réu também prestou depoimento e perante ao conselho de sentença, assumiu ter sido ele o responsável pela morte, mas fez várias declarações, uma  delas era de que a vitima o perseguia e que naquele dia perdeu a cabeça e acabou cometendo o crime.

 

Um detalhe relatado pelo réu, foi de que a faca utilizada no crime era de sua propriedade, mas que ela estaria na residencia e que foi entregue pela vitima para que ele a levasse para sua casa.

 

Ele contou também que o relacionamento com Wanderleia teria iniciado quando trabalhou para o marido dela e após a separação, Valmir abrigou a vitima em sua casa, com sua esposa grávida, quando continuou com o relacionamento, que resultou no nascimento de uma filha.

 

Ainda antes de assassinar Wanderleia, ele teve envolvimento com uma outra mulher.

 

A investigação policial identificou que Valmir tentou comprar um revolver, que foi alvo de busca e apreensão pela policia de Campo Erê, no bairro Alto São Mateus em Marmeleiro.

 

Em determinado momento o réu chegou a chorar ao declarar que a vitima dizia que não iria mais permitir que ele visitasse a filha e que chamaria seu irmão para mata-lo.

 

Após os depoimentos a promotora iniciou seu tempo de acusação que ao termino foi feito o intervalo para o almoço.

 

Na volta dos trabalhos, o advogado Adilson Raimundi iniciou o debate da defesa do réu.

 

Terminado o tempo, o salão foi evacuado para que fosse feita a votação dos quesitos e a sentença que posteriormente foi lida pela juíza Karolin Guesser.

 

Karolin agradeceu a todos os envolvidos: os jurados, policiais penais, militares, advogado, promotora, funcionários do fórum, familiares da vitima e do réu, publico presente e ao réu especificamente a juíza disse que o momento é de uma profunda reflexão e que leve a uma efetiva ressocialização.

 

Valmir foi condenado a 45 anos de prisão em regime fechado, pagamento de danos de R$ 200 mil, perda do poder familiar em relação a filha e o pagamento das custas processuais.

Após o julgamento ele voltou a unidade prisional de São José do Cedro, onde continuara preso naquela unidade até o departamento alocar em uma penitenciária.

 

Cumprimento da pena

O portal conversou com o diretor da unidade prisional de São José do Cedro,  Iúri Elias Berwanger, sobre o destino de Valmir.

Iúri disse que via de regra ele deveria ser recambiado para uma penitenciária, porém não há vagas para todos os presos condenados da nossa regional nas penitenciárias de Chapecó.

Hoje o presídio de São José do Cedro abriga também presos condenados, tanto do regime fechado quanto do regime semi-aberto.

Com relação ao apenado Valmir, não existe uma expectativa de transferência dele no momento, disse o diretor.

 

O advogado de defesa, Adilson Raimundi, anunciou que vai recorrer da sentença. Segundo ele foi considerado dois quisistoe, quando na verdade somene um deveria ter sido votado o que reduziria a pena para pouco mais de 30 anos. 

 

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