Todo proprietário de área rural ou urbana que possuir a conhecida “árvore assassina” terá o prazo de 30 dias para realizar o corte, contados a partir da notificação oficial.
Na última semana, durante sessão da Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), o deputado Padre Pedro Baldissera solicitou o cumprimento da Lei Estadual nº 17.694/2019, que proíbe a produção de mudas, o plantio e a manutenção da espécie no estado e quer que as arvores sejam eliminada em 30 dias a partir da notificação sob pena pode resultar em multa de R$ 1 mil por planta.
A árvore, uma espécie exótica originária da África, é considerada altamente prejudicial ao meio ambiente, especialmente às abelhas, por ser tóxica.
Conhecida também como bisnagueira ou tulipeira-do-Gabão, a árvore é de grande porte e pode atingir até 25 metros de altura. Apesar de já ter sido utilizada na arborização de diversas cidades brasileiras, estudos posteriores comprovaram os riscos ambientais associados à sua presença.
Saiba mais
Espatódea (Spathodea campanulata), conhecida como "árvore assassina de abelhas" ou tulipas-do-gabão, é uma espécie africana exótica cujas flores alaranjadas produzem um néctar tóxico e uma mucilagem viscosa que matam abelhas nativas, polinizadores e beija-flores. Devido ao alto risco ambiental, o plantio é proibido em locais como Santa Catarina e Jahu-SP, recomendando-se sua substituição por espécies nativas.
Principais Impactos e Características:
Toxidade: O néctar da espatódea contém substâncias que agem como veneno para abelhas sem ferrão, causando mortalidade em massa.
Armadilha Física: A mucilagem (substância pegajosa) nas flores prende os insetos, impedindo-os de voar
.
Contaminação: A planta pode afetar colmeias inteiras, sendo uma ameaça à biodiversidade local.
Origem e Uso: Originária da África Ocidental, foi amplamente usada para arborização urbana, mas agora é considerada uma espécie invasora.
Proibição: Em Santa Catarina, a lei estadual proíbe a produção e plantio, com multas de mil reais, incentivando a substituição.
O que fazer:
A recomendação técnica é não plantar espatódeas e substituir as existentes por árvores nativas, que fornecem alimento seguro para os polinizadores, ajudando a proteger a biodiversidade brasileira.
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