A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (25), uma megaoperação para cumprir 58 mandados judiciais contra uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueio e sequestro de ativos financeiros. A operação conta com o apoio de helicóptero e cães de faro da PCPR, reforçando a capacidade operacional e garantindo o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
No Paraná, os mandados são executados nos municípios de Pato Branco, Clevelândia, Mariópolis, Cascavel e Quedas do Iguaçu. A ofensiva também ocorre em Concórdia e Campo Grande, com apoio das polícias civis locais.
Segundo a delegada Franciele Alberton, a operação é resultado de uma investigação iniciada em agosto de 2025, após uma prisão realizada pela PCPR em Realeza, no Oeste do Paraná. Na ocasião, uma mulher residente em Pato Branco foi flagrada transportando mais de dois quilos de crack em um ônibus de linha.
“Com o aprofundamento das diligências, identificou-se uma estrutura criminosa hierarquizada voltada à aquisição, transporte, armazenamento, distribuição e comercialização de entorpecentes, especialmente crack e cocaína, além da movimentação e ocultação de ativos financeiros provenientes da atividade ilícita”, explicou a delegada.
As investigações apontaram que as drogas eram trazidas do Mato Grosso do Sul para o Paraná principalmente por mulheres que viajavam em ônibus de linha, muitas vezes acompanhadas dos filhos, com o objetivo de despistar fiscalizações.
A PCPR também apurou que o grupo possuía divisão clara de funções, sendo liderado por um indivíduo que já se encontrava custodiado no sistema prisional sul-mato-grossense. “Mesmo preso, ele continuava determinando rotas de transporte, coordenando a distribuição de drogas e gerenciando o fluxo financeiro, utilizando contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos valores e dificultar a atuação das autoridades”, complementou a delegada.
Outro dado relevante da investigação é que mais da metade da organização criminosa era composta por mulheres, que exerciam funções estratégicas na logística, transporte, distribuição e gestão financeira do grupo.
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