No dia 10 de março é celebrado o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, uma data que chama atenção para um problema crescente de saúde pública. Embora as inovações tecnológicas tenham facilitado a rotina das pessoas, elas também contribuíram para hábitos cada vez mais sedentários, reduzindo o nível de movimento no cotidiano e impactando diretamente a saúde da população.
No mundo, cerca de 1,8 bilhão de adultos, aproximadamente 31% da população, não praticam os níveis mínimos recomendados de atividade física, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a situação também preocupa: 47% dos adultos são considerados sedentários, enquanto entre os jovens esse número chega a 84%.
Especialistas alertam que a falta de movimento pode trazer consequências que começam de forma silenciosa. No curto prazo, o sedentarismo costuma se manifestar por meio de cansaço constante, noites mal dormidas e dores no corpo. Porém, no longo prazo, a inatividade física está diretamente associada ao desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas cardiovasculares e até declínio cognitivo.
A recomendação da OMS é que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, o equivalente a cerca de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. Segundo Swinerd, esse tempo pode ser alcançado com estratégias simples no dia a dia. "Estacionar o carro um pouco mais longe, usar escadas em vez do elevador ou caminhar enquanto fala ao telefone são exemplos de pequenas escolhas que aumentam o gasto de energia ao longo do dia", destaca.
Para quem passa muitas horas sentado, especialmente em frente ao computador, a recomendação é incluir pausas ativas durante a jornada. Levantar-se, alongar-se ou caminhar por alguns minutos a cada hora ajuda a estimular a circulação, reduzir tensões musculares e manter o foco nas atividades.
Outro ponto importante é respeitar o ritmo individual, principalmente para quem está há muito tempo sem praticar exercícios. "Começar com caminhadas de 10 minutos pode parecer pouco, mas é um passo essencial para despertar o corpo e construir uma rotina mais ativa. A progressão deve ser gradual e respeitar os limites de cada pessoa", orienta o coordenador.
A prática regular de atividade física também deve variar de acordo com a fase da vida. Enquanto crianças precisam de movimento e brincadeiras para um desenvolvimento saudável, adultos e idosos se beneficiam de exercícios que fortalecem a musculatura, melhoram o equilíbrio e ajudam a manter a autonomia.
Para quem está retomando uma rotina ativa, a caminhada pode ser um bom ponto de partida. No entanto, especialistas recomendam associar a prática a exercícios de força, como musculação ou treinamento funcional. Essa combinação contribui para proteger as articulações, manter a densidade óssea e melhorar o funcionamento do metabolismo.
"A prática de atividade física deve ser feita com orientação adequada. Antes de iniciar qualquer programa de exercícios, o ideal é procurar um profissional de Educação Física. A orientação correta garante segurança, melhora os resultados e ajuda a transformar a atividade física em um hábito duradouro", conclui Fabiano Swinerd
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