Encontro, mais interesse na produção do mel
Na ultima semana o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca João Rodrigues e o presidente da Epagri Luiz Hessmann reuniram-se com integrantes da Federação dos Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina – FAASC para discutir um plano de ação que viabilize o aumento da assistência técnica ao setor apícola do estado que vive uma das fases mais difíceis dos últimos quatro anos. Também participou do encontro, o diretor da Epagri, Ditmar Alfonso Zimath.
Das cerca de 100 mil colméias existentes em Santa Catarina, pelo menos 40%, foram perdidas. É difícil calcular os prejuízos, mas o estado, que produziu em 2010 aproximadamente seis toneladas de mel, deverá ter uma redução de até duas mil toneladas.
A mortalidade das abelhas também atinge a fruticultura. A polinização nos pomares depende diretamente das abelhas. Só no ano passado os fruticultores de Santa Catarina contrataram mais de 60 mil colméias para este serviço de polinização e é certo que a redução da atividade apícola refletirá nos pomares. Neste ano, com a falta de abelhas, o preço do aluguel das colméias inflacionou, passando de 45 reais para 60 reais.
Para o secretário João Rodrigues, que reconheceu a necessidade de aumentar a assistência técnica no campo e a pesquisa apícola, a apicultura está passando por uma crise e será prioridade para a Secretaria. Técnicos da Epagri e da Cidasc ficarão à disposição para atender de forma estratégica regiões produtoras de mel. Rodrigues também determinou a reativação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel, formada por representantes de todos os segmentos ligados a apicultura. Desativada há oito anos, a Câmara é um espaço importante para detectar as demandas e buscar soluções para a área apícola.
Ainda dentro do pacote de medidas anunciado pelo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca está a revitalização da Cidade das Abelhas/Epagri. O espaço, que já foi referência mundial em apicultura e um dos principais centros de qualificação do país, atualmente está sucateado e praticamente desativado.
O terreno onde fica a Cidade das Abelhas/Epagri pertence à União e foi cedido para o Estado, o termo de comodato venceu em 2005. A Cidasc, que é responsável pela defesa sanitária, coletou em diferentes regiões do Estado amostras que foram encaminhadas para análise. “Já temos resultados conclusivos sobre a mortalidade das abelhas em Santa Catarina”, disse Walter Miguel, Chefe da Cidade das Abelhas/Epagri.
Os resultados das análises indicam causas diferentes para a mortalidade - em algumas regiões a questão está ligada à sanidade e a problemas de manejo e em outras regiões é conseqüência do clima desfavorável ou de doenças como um ácaro modificado. Durante dois dias, os técnicos da Epagri escalados para atuar exclusivamente junto aos apicultores, traçaram planos de trabalho setorizados, com prioridades e ações diferentes para cada região.
Em Santa Catarina existem 50 associações de apicultores atuantes. Aproximadamente 30 mil famílias possuem abelhas na propriedade. Mais de três mil famílias tem na apicultura uma das principais fontes de renda.
Em todo Estado, até 2010 eram 350 mil colméias, com uma produção anual que chegava perto de seis mil toneladas de mel, gerando 25 milhões de reais. Sem contar a produção de própolis, pólen e outros derivados.
A atividade é considerada conservacionista e sustentável, já que a produção exige que sejam mantidas a flora e a água, vitais para a boa qualidade do mel. Uma alternativa viável em pequenas propriedades e em áreas de reserva onde não é possível plantar ou mecanizar.
O mercado mundial é comprador de mel e o preço do produto está acima da média histórica. Santa Catarina tem potencial para aumentar em mais de 30% a produção. O desafio é transferir tecnologias a partir da assistência técnica.
Das cerca de 100 mil colméias existentes em Santa Catarina, pelo menos 40%, foram perdidas. É difícil calcular os prejuízos, mas o estado, que produziu em 2010 aproximadamente seis toneladas de mel, deverá ter uma redução de até duas mil toneladas.
A mortalidade das abelhas também atinge a fruticultura. A polinização nos pomares depende diretamente das abelhas. Só no ano passado os fruticultores de Santa Catarina contrataram mais de 60 mil colméias para este serviço de polinização e é certo que a redução da atividade apícola refletirá nos pomares. Neste ano, com a falta de abelhas, o preço do aluguel das colméias inflacionou, passando de 45 reais para 60 reais.
Para o secretário João Rodrigues, que reconheceu a necessidade de aumentar a assistência técnica no campo e a pesquisa apícola, a apicultura está passando por uma crise e será prioridade para a Secretaria. Técnicos da Epagri e da Cidasc ficarão à disposição para atender de forma estratégica regiões produtoras de mel. Rodrigues também determinou a reativação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel, formada por representantes de todos os segmentos ligados a apicultura. Desativada há oito anos, a Câmara é um espaço importante para detectar as demandas e buscar soluções para a área apícola.
Ainda dentro do pacote de medidas anunciado pelo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca está a revitalização da Cidade das Abelhas/Epagri. O espaço, que já foi referência mundial em apicultura e um dos principais centros de qualificação do país, atualmente está sucateado e praticamente desativado.
O terreno onde fica a Cidade das Abelhas/Epagri pertence à União e foi cedido para o Estado, o termo de comodato venceu em 2005. A Cidasc, que é responsável pela defesa sanitária, coletou em diferentes regiões do Estado amostras que foram encaminhadas para análise. “Já temos resultados conclusivos sobre a mortalidade das abelhas em Santa Catarina”, disse Walter Miguel, Chefe da Cidade das Abelhas/Epagri.
Os resultados das análises indicam causas diferentes para a mortalidade - em algumas regiões a questão está ligada à sanidade e a problemas de manejo e em outras regiões é conseqüência do clima desfavorável ou de doenças como um ácaro modificado. Durante dois dias, os técnicos da Epagri escalados para atuar exclusivamente junto aos apicultores, traçaram planos de trabalho setorizados, com prioridades e ações diferentes para cada região.
Em Santa Catarina existem 50 associações de apicultores atuantes. Aproximadamente 30 mil famílias possuem abelhas na propriedade. Mais de três mil famílias tem na apicultura uma das principais fontes de renda.
Em todo Estado, até 2010 eram 350 mil colméias, com uma produção anual que chegava perto de seis mil toneladas de mel, gerando 25 milhões de reais. Sem contar a produção de própolis, pólen e outros derivados.
A atividade é considerada conservacionista e sustentável, já que a produção exige que sejam mantidas a flora e a água, vitais para a boa qualidade do mel. Uma alternativa viável em pequenas propriedades e em áreas de reserva onde não é possível plantar ou mecanizar.
O mercado mundial é comprador de mel e o preço do produto está acima da média histórica. Santa Catarina tem potencial para aumentar em mais de 30% a produção. O desafio é transferir tecnologias a partir da assistência técnica.