Uma operação desencadeada por policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de São Lourenço do Oeste, com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC), resultou no cumprimento de dois mandados de prisão temporária contra dois irmãos, de 29 e 33 anos, investigados por estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos.
De acordo com a investigação, os suspeitos teriam se aproveitado da relação familiar e da confiança da vítima para cometer os abusos. O homem de 29 anos, ex-padrasto da criança, é investigado por abusos sexuais contínuos ocorridos dentro do ambiente doméstico, principalmente durante o período noturno. Já o irmão dele, de 33 anos, padrinho da menor, também é investigado pela prática de atos libidinosos.
As prisões ocorreram em locais distintos da cidade de São Lourenço do Oeste e têm como objetivo garantir o andamento das investigações, a coleta de provas e a realização de perícias. Conforme a legislação brasileira, crimes dessa natureza são considerados hediondos e permitem a manutenção dos investigados presos durante a fase inicial da investigação.
A Polícia Civil informou que, caso as provas sejam confirmadas ao longo do inquérito, a prisão temporária poderá ser convertida em prisão preventiva, mantendo os investigados à disposição da Justiça.
Conscientização e proteção
Casos como este reforçam a importância da atenção da sociedade aos sinais de violência contra crianças e adolescentes. Mudanças repentinas de comportamento, medo excessivo, isolamento, dificuldades escolares, agressividade ou tristeza constante podem ser indícios de abuso.
Especialistas alertam que a maioria dos casos de violência sexual infantil ocorre dentro do ambiente familiar ou envolve pessoas próximas da vítima, tornando ainda mais importante o diálogo, a confiança e a observação por parte de familiares, educadores e da comunidade.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, Conselho Tutelar ou diretamente às forças de segurança. A denúncia é fundamental para interromper ciclos de violência e proteger crianças e adolescentes.
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