A Polícia Civil deflagrou, na tarde desta segunda-feira (10), a Operação Erínias, dando continuidade às investigações sobre o brutal crime de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no dia 4 de julho, na região de Maravilha. (Veja aqui a informação)
A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Maravilha, com apoio de agentes das delegacias de Maravilha e Pinhalzinho.
De acordo com as investigações, a ação criminosa teve início na noite de 4 de julho, quando a vítima foi sequestrada e posteriormente levada até o local onde ocorreram o homicídio e a ocultação do cadáver.
Na primeira fase das investigações, a rápida atuação da Polícia Civil possibilitou a identificação e prisão de três homens apontados como diretamente envolvidos na execução dos crimes.
As primeiras prisões ocorreram em Maravilha no dia 7 de julho, apenas três dias após o crime. No dia seguinte, um terceiro suspeito foi localizado e preso no Estado de Mato Grosso, quando estaria em fuga.
Mesmo com as primeiras prisões, as investigações prosseguiram. O aprofundamento das diligências, incluindo análise de imagens, informações de inteligência e outros elementos probatórios, indicou que a ação criminosa teria sido mais ampla e contado com a participação de outros indivíduos.
Segundo o delegado Eder Matte, as apurações apontaram para uma atuação coordenada do grupo, com divisão de funções e tarefas entre os integrantes, além da existência de outros suspeitos e pontos de apoio relacionados à prática criminosa.
A partir dos novos elementos reunidos durante a investigação, outros suspeitos foram identificados como possíveis participantes dos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.
Durante a Operação Erínias, deflagrada nesta segunda-feira, três homens, de 29 e dois de18 anos, foram presos e encaminhados ao sistema prisional. Com as prisões realizadas nesta etapa, seis homens estão presos em decorrência das investigações.
Ainda conforme o delegado, as investigações apontam que o crime teria sido motivado por dívidas e pelo fato de a vítima ter participado de uma festa frequentada por desafetos dos autores. Um dos presos é ex-namorado da adolescente.
A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo continua, com o objetivo de esclarecer completamente a dinâmica do crime, individualizar a conduta de cada envolvido e identificar possíveis outros participantes.
A corporação reforçou ainda que todos aqueles que tenham contribuído para a prática dos crimes, independentemente da função desempenhada na ação criminosa, serão investigados e, havendo elementos suficientes, poderão ser responsabilizados na forma da lei.
Nome da operação
O nome Erínias faz referência às figuras da mitologia grega associadas à retribuição e à punição daqueles que cometiam crimes graves, especialmente homicídios.
Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza a atuação do Estado na busca pela responsabilização dos envolvidos e por uma resposta aos graves fatos investigados.
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