No último dia 6, a escola promoveu um evento em comemoração aos seus 50 anos de história. A celebração destacou o cinquentenário da instituição e homenageou pessoas que tiveram papel importante na construção dessa trajetória.
Confira o vídeo que o portal CampoErê.com preparou sobre o evento e o resgate do acervo histórico que o portal possui.
A Escola de Educação Básica Emílio Garrastazu Médici, de Campo Erê, completa 50 anos de história em 2026. Meio século marcado por desafios, conquistas e pela formação de milhares de estudantes que passaram pela instituição e contribuíram para a construção da história do município.
Embora a criação oficial da escola tenha ocorrido em 1976, a história da instituição começou três anos antes, em 1973, quando o crescimento populacional de Campo Erê provocou um aumento significativo na demanda por vagas escolares.
Na época, a Escola Básica Raul Pompéia enfrentava superlotação. Para atender ao número crescente de estudantes, foi necessário utilizar outros espaços do município. No antigo Seminário, onde atualmente funciona o Pró-Menor, foram instaladas quatro salas de aula para atender turmas de 1ª a 4ª séries.
Eram 12 turmas funcionando em três turnos: das 7h30 às 10h30, das 10h30 às 15h30 e das 15h30 às 18h.
Para organizar o funcionamento dessa extensão, foi solicitada à Regional de Educação, com sede em São Miguel do Oeste e responsável pelas escolas da região, a indicação de uma auxiliar de direção. A escolhida foi a então professora Maria Celoy Mendes Lopes, sobrenome de solteira, que além de exercer a função administrativa também atuava como professora de uma das turmas no turno intermediário e acompanhava o funcionamento dos demais períodos.
Construção de uma nova escola
Com o aumento contínuo da demanda por vagas, o Governo do Estado iniciou, em 1974, a construção de uma nova unidade escolar, inicialmente com quatro salas de aula. O novo prédio daria origem à futura Escola Básica Emílio Garrastazu Médici.
Enquanto aguardava autorização para funcionar de forma independente, a nova unidade continuou vinculada à Escola Raul Pompéia, mantendo o atendimento dos estudantes tanto no novo espaço quanto no antigo Seminário.
Em 1976, com a criação oficial da escola, surgiram algumas sugestões para o nome da instituição, entre elas Escola Básica Campo Erê, Escola Básica Olavo Bilac e Escola Básica Rui Barbosa. Nenhuma das propostas foi aprovada.
Foi então que o coordenador regional de Educação de São Miguel do Oeste, Avelino Clemente, sugeriu que a escola recebesse o nome de um presidente da República que ainda estivesse vivo.
Assim foi definido o nome Escola Básica Emílio Garrastazu Médici.
A então auxiliar de direção da Escola Raul Pompéia, Maria Celoy Zampronio, que já acompanhava o funcionamento da extensão, ficou responsável por organizar o processo de criação da nova instituição. Também solicitou a implantação das 5ª e 6ª séries para o ano letivo de 1976. Com a criação da escola, Maria Celoy foi nomeada sua primeira diretora.
Desafios dos primeiros anos
Os primeiros tempos foram marcados por muitas dificuldades. Faltavam mobiliário, água encanada, materiais de limpeza, serventes e merendeiras. Diante das necessidades, foi criada a APP – Associação de Pais e Professores, que passou a contribuir para dar suporte às atividades da instituição.
Mesmo com a construção do novo prédio, a demanda por vagas continuava superior à capacidade da escola. Por isso, durante vários anos foi necessário utilizar diferentes espaços para atender aos estudantes.
Além do prédio da escola, as atividades também ocupavam o antigo Seminário e o Clube União. Essa situação permaneceu até meados de 1982, quando a estrutura escolar passou a oferecer melhores condições para o atendimento dos alunos.
Expansão do ensino
Ao longo das décadas, a escola ampliou gradativamente sua oferta educacional.
A partir de 1997, foi autorizado o funcionamento do curso de Ensino Médio – Educação Geral, representando uma nova etapa na história da instituição.
Em 2007, o Estado autorizou o funcionamento do Curso de Educação Profissional Integrado ao Ensino Médio (EMIEP), permitindo aos estudantes conciliar a formação geral com a preparação profissional.
Depois de alguns anos sem oferecer o ensino médio técnico, a escola voltou a contar, em 2023, com autorização para ofertar o Curso Técnico em Administração integrado ao Ensino Médio.
Atualmente, a instituição oferece Ensino Fundamental – Anos Finais, Ensino Médio e Ensino Médio Técnico em Administração.
Um novo momento para o Ensino Médio
Em 2026, a educação pública estadual de Santa Catarina vive uma nova etapa de implementação das mudanças no Ensino Médio decorrentes da legislação federal que reformulou o chamado Novo Ensino Médio.
Entre as principais mudanças está o fortalecimento da Formação Geral Básica (FGB), que passa a ocupar uma parcela maior do currículo, garantindo a aprendizagem dos componentes previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como Língua Portuguesa, Matemática, História, Biologia e demais áreas do conhecimento.
A carga horária total do Ensino Médio passa a ser de, no mínimo, 3 mil horas ao longo dos três anos, consolidando uma nova organização curricular para os estudantes da rede pública estadual.
Cinquenta anos de histórias
Ao completar cinco décadas, é impossível contabilizar com precisão quantos alunos, professores, gestores e servidores já passaram pela Escola Emílio Garrastazu Médici.
São milhares de pessoas que, de alguma forma, tiveram suas trajetórias ligadas à instituição. Muitos daqueles estudantes que passaram pelas salas de aula ao longo desses 50 anos hoje atuam em diferentes áreas profissionais e ajudam a construir a história de Campo Erê e de outras comunidades.
Mais do que um prédio ou uma instituição de ensino, a Escola Emílio Garrastazu Médici representa cinco décadas de educação, convivência, desafios e oportunidades.
Ao celebrar seus 50 anos, a escola olha para sua trajetória e para todos que ajudaram a construí-la, ao mesmo tempo em que segue preparando novas gerações para os desafios do futuro.
São 50 anos de história. 50 anos formando cidadãos. 50 anos fazendo parte da história de Campo Erê.
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