O curso foi ministrado totalmente em Libras e buscou aproximar a comunidade do tema “Educação Financeira”. 
 
A comunidade surda de Chapecó-SC teve a oportunidade de participar, no último sábado (19), da palestra “Finanças sem Barreiras”, promovida pelo Sicoob MaxiCrédito. O evento foi aberto a todos os interessados, associados ou não da cooperativa, com o propósito de ampliar o acesso à educação financeira e fortalecer a inclusão social. 
 
A capacitação foi ministrada integralmente em Língua Brasileira de Sinais (Libras) por Dielen Talia Vizzotto. Colaboradora surda com nove anos de trajetória no Sicoob, ela destacou a importância de traduzir o universo financeiro para a realidade da comunidade. 
 
“Eu considero muito importante falar sobre o tema finanças para a comunidade surda, pois os ouvintes recebem informações que muitas vezes não chegam para nós, surdos, dificultando o nosso entendimento sobre esse tema. Por isso, o Sicoob proporciona esses movimentos, promovendo justiça financeira para todos”, destacou Dielen.  
 
A iniciativa faz parte das ações contínuas de relacionamento e diversidade da cooperativa. Para os participantes, o contato direto com orientações econômicas em sua própria língua representa um ganho real para o dia a dia, o trabalho e a gestão do orçamento familiar. 
 
A associada Patrícia Regina Frandoloso Anselmin, participante do encontro, ressaltou o impacto positivo da iniciativa. “Momentos como esse ajudam a ampliar o conhecimento sobre a vida financeira, uma área que muitas vezes carece de acessibilidade e tradução adequada para o público surdo”, finalizou.  
 
Sobre o Finanças sem Barreiras 
O programa nasceu com o intuito de promover educação financeira acessível para pessoas com deficiência. A iniciativa busca romper com modelos tradicionais de inclusão, nos quais as pessoas são apenas receptoras de informações, posicionando-as como protagonistas na disseminação do conhecimento e na transformação social de suas comunidades. 
 
O projeto pretende criar referências positivas, fortalecer a autonomia e ampliar a representatividade de pessoas com deficiência em espaços de educação, liderança e desenvolvimento social, promovendo a inclusão genuína, ampliando a representatividade e fortalecendo a cidadania financeira. 
 
A iniciativa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva, na qual as diferenças não são vistas como limitações, mas como potenciais de transformação.