O candidato flagrado pela Polícia Federal com R$ 500 mil em dinheiro vivo na saída de um banco em Florianópolis foi o atual deputado estadual Marcos Vieira (PSDB). A informação foi confirmada pela própria assessoria do parlamentar. Veja aqui o momento da apreensão
A Polícia Federal informou que a quantia havia sido previamente provisionada para saque e acabou apreendida durante a operação. Os agentes precisam utilizar uma máquina contadora de cédulas para chegar à quantia final dos valores.
Segundo o órgão ainda serão investigadas as circunstâncias relacionadas à procedência e à finalidade do dinheiro. A apuração também deverá verificar se houve alguma irregularidade relacionada às regras eleitorais.
Procurada pela reportagem do NSC Total, a assessoria do deputado Marcos Vieira confirmou que ele foi o candidato flagrado com a quantia. “Ele está em campanha pelo interior do Estado e também aguarda mais informações da Polícia Federal, informou a assessoria. Não foi informada até o momento a motivação do saque de valores feito pelo parlamentar.
Marcos Vieira é vice-presidente nacional do PSDB e está no quinto mandato como deputado estadual na Alesc. Ele também é presidente da Comissão de Finanças, considerada a segunda mais importante da Casa e responsável por analisar proposta com impacto financeiro no Estado.
A PF informou que foi solicitada a autorização da Justiça Eleitoral para instaurar um inquérito contra o deputado e candidato à reeleição. “Havendo autorização, os fatos serão investigados”, informou a PF, via assessoria.
A Justiça Eleitoral foi procurada, mas ainda não respondeu à reportagem.
O inquérito policial é o procedimento utilizado para reunir informações e elementos que possam esclarecer a ocorrência dos fatos e eventual existência de infração.
Até o momento, porém, não há conclusão sobre a ocorrência de crime nem sobre eventual responsabilidade das pessoas envolvidas
O candidato flagrado pela Polícia Federal com R$ 500 mil em dinheiro vivo em Florianópolis (SC) é o deputado estadual Marcos Vieira, presidente estadual do PSDB em Santa Catarina. Ele disputa a reeleição para a Alesc.
Procurado pelo Jornal Razão nesta quarta-feira (23), o gabinete do deputado admitiu a veracidade da informação. Segundo a assessoria, o dinheiro seria usado em um “investimento particular”. O gabinete promete divulgar uma nota oficial ainda nesta quarta.
A PF apreendeu o valor na terça-feira (22), perto de uma agência bancária da Capital. O dinheiro tinha sido reservado para saque. A corporação vai apurar a origem e o destino dos recursos, inclusive se houve crime eleitoral, e vai pedir autorização à Justiça Eleitoral para abrir inquérito. Até agora, não há conclusão sobre crime.