O Governo de Santa Catarina confirmou, nesta segunda-feira (19), um foco da Doença de Newcastle em um aviário comercial de criação de perus em Nova Itaberaba, no Oeste do Estado. O diagnóstico foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA/SP).
A ocorrência foi identificada durante ações de vigilância ativa da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). Apesar de as aves não apresentarem sinais clínicos da doença, exames laboratoriais detectaram a presença do vírus.
Assim que o resultado foi confirmado, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e a Cidasc mobilizaram equipes para iniciar as medidas sanitárias de contenção e erradicação do foco, em conjunto com o Mapa e o setor produtivo.
Área de restrição abrange quatro municípios
Como parte das ações de controle, foi delimitada uma área de restrição de 10 quilômetros ao redor da propriedade afetada, abrangendo os municípios de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.
Segundo o Ministério da Agricultura, 133 granjas localizadas na região serão submetidas a monitoramento, com inspeções e coleta de amostras. O objetivo é verificar a existência de novos focos e impedir a disseminação do vírus para outras propriedades.
Entre as medidas adotadas estão o sacrifício sanitário das aves da propriedade afetada, além da limpeza e desinfecção das instalações. As ações seguem os protocolos de contingência estabelecidos pelo Ministério da Agricultura para o controle da Doença de Newcastle e da influenza aviária.
Após a desinfecção, o período previsto para o monitoramento e a aplicação das medidas sanitárias é de 42 dias. Já o prazo regulamentar para o Brasil solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o restabelecimento do status de área livre da doença é de 90 dias, conforme os critérios aplicáveis.
Consumo de carne e ovos permanece seguro
A Doença de Newcastle é causada por um vírus que afeta aves domésticas e silvestres. A enfermidade pode provocar sinais respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema na cabeça, além de elevada mortalidade em curtos períodos.
Apesar da confirmação do foco, as autoridades sanitárias reforçam que o consumo de carne de aves, ovos e derivados provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial continua seguro para a população.
De acordo com o Ministério da Agricultura, as aves da propriedade afetada não ingressaram na cadeia de abate e comercialização. Por esse motivo, não há indicação de recolhimento de produtos avícolas do mercado em decorrência dessa ocorrência.
Os consumidores podem identificar produtos submetidos à inspeção sanitária por meio dos selos SIM (Serviço de Inspeção Municipal), SIE (Serviço de Inspeção Estadual) ou SIF (Serviço de Inspeção Federal), presentes nas embalagens.
Produtores devem reforçar a biosseguridade
A Nota Técnica nº 001/2026, emitida pela Sape e pela Cidasc, orienta os produtores a reforçarem as medidas de biosseguridade nas granjas, com o objetivo de proteger os plantéis e reduzir o risco de disseminação do vírus.
As autoridades também alertam que qualquer suspeita envolvendo sinais respiratórios ou neurológicos, assim como mortalidade elevada e súbita de aves, deve ser comunicada imediatamente à Cidasc.
A vigilância sanitária nas propriedades da região será fundamental para acompanhar a situação, identificar eventuais novos casos e garantir a contenção do foco confirmado em Nova Itaberaba.
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