Tribunal do juri condena Prego a 8 anos Foto wwww.campoere_1 (1)
Ele foi condenado a 14 anos de prisão e 3 meses de detenção e teve a pena atenuada em 2 anos passando para 12 anos. Tiago teve a pena reduzida em mais 1/3 fixando em 8 anos em regime fechado mais 3 meses de detenção este pela pratica de falsa identidade.
Em obediência ao art. 492, inc. I, “e”, do CPP, a justiça entendeu ser necessária a manutenção da segregação cautelar do réu o qual foi preso em flagrante e permaneceu detido durante toda a instrução processual.
O caso
Em 6 de março de 2011, ele e mais alguns colegas depois de se reunirem no pátio do posto Máster, foram ao baile de carnaval que se realizaria no "Campo Erê Tênis Clube", oportunidade em que trazia consigo um facão, e disse que iria estragar o baile e "fazer o que der", e que ainda, iria "pegar" os Policiais Militares deste Município.
Por volta da meia noite ele deu cumprimento a sua intenção e após desentendimentos com algumas pessoas desferiu golpes de facão em Edimir José Cazuni, acertando no punho direito, na cabeça e nas costas, ocasionando-lhe, em conseqüência, as lesões corporais graves as quais resultaram incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias e perigo de vida.
Edimir tentou se evadir do local, oportunidade em que Tiago o perseguiu desferindo ainda mais golpes com o facão, sem, contudo, acertá-lo, ele foi perseguido por um Policial Militar, o qual o deteve, com a utilização de gás de pimenta.
Após a prisão, quando questionado sobre seu nome, Tiago disse que se chamava Gustavo Fernandes e que possuía apenas 17 anos de idade, visando, com essa atitude, obter vantagem em proveito próprio, visto que era foragido do Centro de Internação de Adolescentes de Chapecó.
O depoimento
Durante o seu depoimento ainda na manhã de hoje “Prego” assumiu as acusações e disse estar embriagado e que do grupo somente ele estaria armado. Disse também que entrou no salão e ao ver a confusão com seus colegas foi pegar o facão que estava escondido em baixo de um carro e que sofreu agressões.
A defesa foi feita pelo advogado Dr. Adilson Raimundo nomeado pelo estado para defender o réu, na acusação o promotor de justiça Dr. Maycon Robert Hammes da Comarca de São Miguel do Oeste e na condução dos trabalhos o Juiz Dr. Andre Luiz Bianchi, que agradeceu aos serventuários da justiça, policia militar, e também o trabalho de acusação e de defesa proporcionados pelo advogado e promotor.
Bianchi se dirigiu aos jurados, 4 homens e 3 mulheres, ao exercício de cidadania que eles nesse dia prestaram a comunidade e ao réu que reflita sobre o ocorrido cumpra sua pena e reconstrua sua vida.
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