Foto Daniel Conzi
O futuro da telefonia é uma linha cruzada. De um lado, os celulares avançam a passos largos, no embalo de promoções agressivas de um setor marcado pela forte concorrência. No Estado, de cada dez pessoas, nove têm celular. E o crescimento não para. Do outro lado, empresas de telefonia fixa precisam se reinventar para não perder clientes. A tendência é se transformarem em vendedoras de entretenimento, aliando a oferta de telefonia com serviços de internet e TV por assinatura.
Santa Catarina terminou 2009 com a marca de 5,87 milhões de linhas móveis, contra 1,35 milhão de telefones fixos. Em cinco anos, o número de aparelhos móveis subiu quase 80%, enquanto o de fixos caiu 8%. Para o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, essa queda do convencional é uma tendência mundial. Ele explica que nas faixas de renda mais baixa, o celular pré-pago ocupou o espaço do fixo e do próprio orelhão – a oferta de telefones públicos encolheu 9,5% em SC de 2005 a 2009.
– O fixo é o telefone de uma casa ou de um escritório. Tem quem pode pagar uma conta mensal de cerca de R$ 50. Já o celular é pessoal, praticamente todo mundo tem – compara.
Tude acredita que o mercado de telefonia móvel no Brasil deva continuar crescendo, batendo neste ano a marca de um celular por habitante – em SC, ela deve ser superada neste semestre. A previsão da Teleco é de ultrapassar os 200 milhões de celulares no país até dezembro. Apenas em 2009, as operadoras criaram 23,3 milhões de novos acessos no Brasil, alta de 15,48%.
Em 2008, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) feito a pedido da Associação Nacional das Operadoras de Celulares (Acel), a receita com serviços móveis passou a da telefonia fixa pela primeira vez. As operadoras de fixos registraram receita líquida de R$ 47,9 bilhões, enquanto as de telefones móveis atingiram R$ 48,1 bilhões (1,66% do PIB).
– Hoje, o celular é quase um componente complementar ao ser humano – empolga-se o presidente da Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu-SC), Carlos Nascimento.
O que também contribui para esse crescimento é a popularidade dos pré-pagos, que representam 79,6% dos planos de celulares em SC. Para o diretor de telecomunicações da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Norberto Dias, a popularidade do celular poderia ser ainda maior, não fosse o alto preço das tarifas.
Para ele, a tecnologia VoIP, que permite usar internet para fazer ligações, sejam elas de um telefone ou de um computador, será um novo elemento nessa linha cruzada.
O Skype, principal empresa do mercado VoIP, avisou que vai ingressar na telefonia móvel. Com mais operadoras investindo no modelo, a banda larga poderia levar, a custos mais baixos, a telefonia para novas fronteiras.
Santa Catarina terminou 2009 com a marca de 5,87 milhões de linhas móveis, contra 1,35 milhão de telefones fixos. Em cinco anos, o número de aparelhos móveis subiu quase 80%, enquanto o de fixos caiu 8%. Para o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, essa queda do convencional é uma tendência mundial. Ele explica que nas faixas de renda mais baixa, o celular pré-pago ocupou o espaço do fixo e do próprio orelhão – a oferta de telefones públicos encolheu 9,5% em SC de 2005 a 2009.
– O fixo é o telefone de uma casa ou de um escritório. Tem quem pode pagar uma conta mensal de cerca de R$ 50. Já o celular é pessoal, praticamente todo mundo tem – compara.
Tude acredita que o mercado de telefonia móvel no Brasil deva continuar crescendo, batendo neste ano a marca de um celular por habitante – em SC, ela deve ser superada neste semestre. A previsão da Teleco é de ultrapassar os 200 milhões de celulares no país até dezembro. Apenas em 2009, as operadoras criaram 23,3 milhões de novos acessos no Brasil, alta de 15,48%.
Em 2008, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) feito a pedido da Associação Nacional das Operadoras de Celulares (Acel), a receita com serviços móveis passou a da telefonia fixa pela primeira vez. As operadoras de fixos registraram receita líquida de R$ 47,9 bilhões, enquanto as de telefones móveis atingiram R$ 48,1 bilhões (1,66% do PIB).
– Hoje, o celular é quase um componente complementar ao ser humano – empolga-se o presidente da Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu-SC), Carlos Nascimento.
O que também contribui para esse crescimento é a popularidade dos pré-pagos, que representam 79,6% dos planos de celulares em SC. Para o diretor de telecomunicações da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Norberto Dias, a popularidade do celular poderia ser ainda maior, não fosse o alto preço das tarifas.
Para ele, a tecnologia VoIP, que permite usar internet para fazer ligações, sejam elas de um telefone ou de um computador, será um novo elemento nessa linha cruzada.
O Skype, principal empresa do mercado VoIP, avisou que vai ingressar na telefonia móvel. Com mais operadoras investindo no modelo, a banda larga poderia levar, a custos mais baixos, a telefonia para novas fronteiras.