Foto por Daniel Mihailescu/AFP
Participante da Cebit mostra sistema que permite "falar em silêncio" ao transformar movimentos do rosto em vozes geradas por computador
É muito chato quando você está no ônibus ou no metrô tentando dormir e alguém começa a falar alto com alguém por meio do celular. Mas uma tecnologia promete mudar isso ao permitir que as pessoas "conversem em silêncio". A novidade é apresentada na Cebit, maior evento de tecnologia do mundo, que abriu as portas para o público nesta terça-feira (2), em Hannover, na Alemanha.
O sistema, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia Karlsruhe, transforma os movimentos dos lábios em uma voz eletrônica que pode ser ouvida pela pessoa que está do outro lado da linha. Com o uso de eletrodos, o aparelho monitora os pequenos movimentos musculares que ocorrem quando nós falamos e os converte em pulsos elétricos que podem se transformar em "fala", mas sem emitir sons. O índice de eficiência é de 99%, ou seja, o programa "entendeu errado" apenas uma em cada cem palavras.
Michael Wand, do instituto, diz que a tecnologia pode ser usada por pessoas que perderam a voz por causa de acidentes ou doenças ou também permitir que as pessoas contem segredos pelo telefone sem serem interceptados por xeretas. Outra potencial aplicação é transformar qualquer um em "poliglota", já que os impulsos elétricos poderiam ser transformados na língua de escolha dos usuários, diz o pesquisador.
– Alguém pode falar silenciosamente em sua língua e a pessoa do outro lado ouve em um outro idioma.
O sistema de tradução funciona para línguas como inglês, francês e alemão. Mas para idiomas como o chinês, em que diferentes tons da mesma palavra podem ter significados diferentes, ainda há problemas a resolver.
O sistema, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia Karlsruhe, transforma os movimentos dos lábios em uma voz eletrônica que pode ser ouvida pela pessoa que está do outro lado da linha. Com o uso de eletrodos, o aparelho monitora os pequenos movimentos musculares que ocorrem quando nós falamos e os converte em pulsos elétricos que podem se transformar em "fala", mas sem emitir sons. O índice de eficiência é de 99%, ou seja, o programa "entendeu errado" apenas uma em cada cem palavras.
Michael Wand, do instituto, diz que a tecnologia pode ser usada por pessoas que perderam a voz por causa de acidentes ou doenças ou também permitir que as pessoas contem segredos pelo telefone sem serem interceptados por xeretas. Outra potencial aplicação é transformar qualquer um em "poliglota", já que os impulsos elétricos poderiam ser transformados na língua de escolha dos usuários, diz o pesquisador.
– Alguém pode falar silenciosamente em sua língua e a pessoa do outro lado ouve em um outro idioma.
O sistema de tradução funciona para línguas como inglês, francês e alemão. Mas para idiomas como o chinês, em que diferentes tons da mesma palavra podem ter significados diferentes, ainda há problemas a resolver.