Julgamento de Alceres Foto www.campoere_1 (1) Julgamento de Alceres Foto www.campoere_1 (1)
O julgamento de Alceres Francisco Schwartz, conhecido pela alcunha de Celo, 46 anos réu confesso do assassinato de Hilário Schregele 39 anos, ex-vereador e diretor da SDR de São Lourenço do Oeste, ocorrido na cidade de São Bernardino no dia 10 de Julho de 2011, começou com quase uma hora de atraso em virtude da demora da chegada do réu do presídio de Xanxere.

A defesa de Alceres esta sendo feita pelo advogado Magno da Silva Cadona a acusação pela Promotora Cristiane Weimer e na presidência dos trabalhos o juiz Andre Luiz Bianchi.

Após sorteados os jurados 2 mulheres e 5 homens iniciou o depoimento das testemunhas e todas permaneceram nas informações de que o possível motivo da morte de Hilário teria sido em virtude da separação de Alceres com Solange.

Uma delas, que era conselheira tutelar, citou que uns dias antes Alceres havia relatado a ela de que ele não teria a liberdade de ver sua filha que estava sendo impedido e ameaçado por Hilário. Outra testemunha disse que era funcionário do posto de combustível em que Hilário era proprietário e que todos eram bastante amigos e que ele teria presenciado na cidade de São Lourenço do Oeste, quando Solange, ex-mulher de Alceres, desembarcou do ônibus que ia estudar e embarcar no carro de Hilário a umas quadras antes da escola. Essa testemunha disse também que lavava os veículos no posto e que por varias vezes lavou o veiculo de Hilário e que nele havia arma, mas não foi solicitado que tipo de arma era a usada por ele.

Em seu depoimento Celo confirmou que matou em Hilário a tiros de revolver calibre 38, negou a posse da espingarda e da extorsão da qual é acusado. Ele relatou que no dia do crime pegou sua filha onde foi a uma festa no interior e a tarde retornou e a deixou na casa de Solange.
Como ele tinha a intenção de ir para Abelardo Luz, passou no bar para comer alguma coisa e ao chegar ao local percebeu a presença de Hilário que de pé “se mexeu como se fosse pegar uma arma”, passo seguinte que ele sacou do revolver e atirou por várias vezes que não soube precisar quantas.

Casado com Solange por aproximadamente 15 anos Celo disse que se separou porque as evidencias de traição eram claras. Disse que Hilário levava sua roupa para que ela lavasse e passasse e que por varias vezes via ela junto com a vitima e que foi chamado de corno em determinados lugares.

Ao ser indagado porque não registrou queixa das ameaças que Hilário havia feito, não soube explicar. Ele disse também que era acostumado ir no bar ao contrario da vitima e que depois que efetuou os disparos fugiu e abandonou o veiculo por falha do motor e seguiu a pé até a rodovia e de carona foi até Abelardo Luz.

Quanto a arma do crime disse que a deixou assim com as chaves no veiculo e que teria ajudado Hilário a se eleger vereador e que havia uma promessa de que ganharia uma casa através da prefeitura. Quando funcionário tomava conta dos bens da vitima e que quando ele viajava cuidava de tudo e que também fazia as cobranças.

Nesse momento o Ministério Publico de SC através da promotora Cristiane Weimer faz a acusação, depois haverá pausa para almoço e na seqüência a defesa fará suas alegações.