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Perda nas lavouras de milho é estimada em 10%, e a produção de leite tem queda entre 8% e 12%
Diário Catarinense

A agricultura de Santa Catarina encerra o ano da mesma forma que iniciou: enfrentando problemas de estiagem. Quatro municípios já decretaram emergência: Irani, Jaborá, Ipira e Herval do Oeste. Em algumas cidades, como Videira, choveu menos de 10% da média histórica.

A hidrelétrica de Machadinho, em Piratuba, suspendeu a geração de energia. A perda no milho já chega a 10%, segundo o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), Enori Barbieri, vice-presidente da Faesc.

Ele destaca que, além da quebra, o milho está quase um mês atrasado, em virtude de problemas no plantio, o que agrava a crise no Estado. O grão está cotado em R$ 35 em Chapecó, o dobro do valor de dois anos atrás.

Barbieri afirma que SC precisa implementar uma política de estímulo ao plantio do milho. Os pedidos do Estado junto ao governo federal também surtiram pouco efeito, já que veio apenas 140 mil toneladas para uma demanda de 1,8 milhão.

O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Francisco Heiden, estima as perdas do milho entre 8% e 10%. Além disso, ele projeta um quebra de 8% a 12% na produção de leite, parte em virtude da fase de transição das pastagens, mas, principalmente, devido à falta de chuva.

A técnica em meteorologia do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Ciram), Laís Fernandes, diz que há uma previsão de chuva próxima da média histórica.

Na estiagem passada, que durou entre novembro de 2011 e junho de 2012, foram afetadas 800 mil pessoas em 152 municípios, com prejuízo de R$ 770 milhões. Muita coisa foi prometida, mas nem tudo foi cumprido (veja os detalhes no quadro ao lado).

O secretário de Agricultura, João Rodrigues, destaca que, em dezembro, será licitada a compra de 117 tratores e cem distribuidores de adubo líquido. E os municípios devem entregar a documentação para a perfuração de poços até o final do mês.