João Rodrigues Foto Divulgação João Rodrigues Foto Divulgação
Segundo o blog Cangablog do jornalista Sergio Rubim a pressão das manifestações populares por justiça e fim da corrupção no país começa a surtir efeito. Nos próximos dias muita coisa deve mudar na vida de alguns políticos brasileiros.

A prisão do deputado estadual por Rondônia (dia 26 de junho), Marco Antonio Donadon (PMDB), condenado a 13 anos de jaula é um reflexo disso. O outro caso no olho do furacão é o dos Mensaleiros do PT. Condenados por corrupção, vivem suas vidinhas normalmente sem ao menos passar perto de uma cadeia.

Em Santa Catarina o caso que está causando rebuliço nos meios políticos é o do atual Secretário da Agricultura de Raimundo Colombo, deputado federal João Rodrigues.
Se a Justiça realmente for eficiente e ágil, João Rodrigues (PSD) terá, em breve, que dormir todas as noites numa cela de cadeia.

Esta, ao menos, deve ser a consequência da decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que negou ao deputado, seguimento a recurso extraordinário para anular pena de 5,3 anos de detenção, em regime inicial semi aberto, a que foi condenado por apropriação e desvio de verba federal.

O ROLO
O caso se refere ao tempo em que João Rodrigues era vice prefeito de Pinhalzinho, 1999, e foi condenado por crime contra a Lei de licitações na compra fraudulenta de uma retroescavadeira.
Aproveitando as férias do prefeito titular, João Rodrigues em 30 dias, conseguiu fazer uma lambança tão grande na prefeitura de Pinhalzinho que hoje está lhe causando sérios problemas.

Rodrigues autorizou, com verba do Ministério da Agricultura, a compra de retroescavadeira no valor R$ 60 mil. A máquina entregue à prefeitura tinha valor real de R$ 23 mil. A licitação para a compra foi na modalidade de tomada de preços onde apareceu apenas uma concorrente.
Segundo denúncia do MPF, a empresa dona da máquina recebeu R$ 95,2 mil mais uma máquina usada, o que totalizou R$ 118,2 mil. Além disso, a máquina que a prefeitura entregou para a empresa no valor de R$ 23 mil foi logo enseguida vendida a um terceiro por R$ 35 mil.

A fantásica "engenharia" do secretário João Rodrigues não convenceu a justiça e o homem acabou condenado. Ontem, nos corredores do Congresso em Brasília, já se falava em mandato de prisão para o deputado.
Temos aí um "ficha suja" secretário de estado. Ou seja, continua administrando recursos públicos o que é proibido por lei.
É contra isso também que o povo está na rua!

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