Foto: Jandir Sabedot/www.campoere_1.com
Os três irmãos Jorge Soares Antunes, 41 anos, Joares Padilha Antunes, 35 anos, conhecido como Joara e Jocemar Soares Antunes, 25 anos, conhecido com Zé, negaram a acusação de terem cometido o homicídio, no dia 25 de Dezembro de 2008, por volta das 4:00 horas, durante a realização de um baile no pavilhão comunitário da linha 12 de Novembro, interior do município de Campo Erê, onde foi morto com uma facada no abdômen Leonir Carvalho.
O MP acusou os três, por terem praticado o homicídio, sendo que Jorge e Juarez seguraram a vitima e Jocemar, teria feito a agressão que causou a morte de Leonir.
Durante o depoimento feito na presença do Conselho de Sentença, os três acusados negaram a participação no crime, alegando não conhecer a vitima e de ficar sabendo horas depois sobre a existência do crime.
Todos confirmaram a existência de uma briga envolvendo mulheres, entre elas as irmãs dos acusados.
Nos três depoimentos houve contradições:
Jocemar - que eram 5 irmãs envolvidas na briga e que quando foram postos pra fora do salão, voltou a ter um tumulto com as mulheres e que separou a briga e foi de carro pra casa;
Jorge – que a briga começou no banheiro, com 3 de suas irmãs e que foram pra fora e em seguida seguiu a pé pra sua casa;
Juarez – como os outros irmãos negou a participação no crime e que estava no banheiro e quando saiu viu a confusão, momento em que saiu pra fora do salão e não percebeu nada de anormal, indo a pé pra casa, momento em que alguém disse que os filhos do “Chico Beraldo”, (como era conhecido o pai dos acusados), havia matado uma pessoa, mas que soube da morte somente no outro dia. Primeiro disse que foi através do radio, depois pela informação do patrão do irmão.
Depois de quase 8 horas de julgamento, o Juiz João Bastos Nazareno dos Anjos, leu a sentença condenatória, imposta pelo conselho de sentença, condenando a 12 anos de prisão, para cada um dos réus em regime fechado.
Os condenados respondiam o processo em liberdade e segundo o advogado de defesa Fernando Biava da Silva, vai recorrer da decisão.
O Promotor de Justiça Tiago Davi Schmidt, disse que se não houver recurso no prazo de cinco dias os três serão recolhidos ao presídio. Havendo o recurso os condenados, permanecem soltos até a decisão do Tribunal de Justiça de SC.
O salão do júri esteve quase todo o tempo lotado com familiares dos acusados e da vitima, além de estudantes de direito. Atuaram ainda no julgamento, serventuários da justiça do Fórum da Comarca e policiais militares.