<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Pela manhã, parlamentares assumirão seus mandatos para a
legislatura de 2015 a 2019; à tarde, será realizada a eleição dos integrantes
da Mesa Diretora, com quatro candidatos à Presidência.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;"><o:p> </o:p>A posse dos candidatos eleitos para ocupar as 513 cadeiras
da Câmara dos Deputados ocorre no próximo domingo, dia 1º de fevereiro. Às 10
horas, em sessão preparatória no Plenário Ulysses Guimarães, o deputado Miro
Teixeira (Pros-RJ), o mais idoso entre os com maior número de mandatos,
proclamará o nome dos eleitos e tomará deles o compromisso de “defender e cumprir
a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e
sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Entre os que tomarão posse, 289 são deputados reeleitos, 26
já tiveram mandato em algum momento e 198 são novos deputados – que chegam à
Câmara Federal pela primeira vez. A grande maioria dos eleitos é homem (462),
possui ensino superior completo (410) e tem entre 51 e 60 anos (187). Há
predomínio de brancos (80,1%), com 15,8% de pardos e apenas 4,1% de negros. As mulheres
representam 10% da Casa – 51 deputadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;"><o:p> </o:p>Após a cerimônia de posse, os deputados terão até as 13h30
para registrarem a formação de blocos parlamentares na Secretaria Geral da Mesa
Diretora (SGM). Às 14h30, ocorre a primeira reunião de líderes para definir
quais partidos ou blocos ocuparão quais cargos na Mesa Diretora, que é composta
pela Presidência da Câmara dos Deputados, duas vice-presidências, quatro
secretarias e igual número de suplências. Todos têm mandato de dois anos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><b>Candidatos à presidência</b></p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Até o momento, quatro parlamentares anunciaram oficialmente
suas candidaturas à Presidência da Casa: Arlindo Chinaglia (PT-SP), com apoio
do PT, do Pros, do PCdoB e de parte do PR e do PSD; Chico Alencar (Psol-RJ),
candidato oficial pelo Psol; Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apoiado por PMDB, PTB,
Democratas, Solidariedade e PSC; e Júlio Delgado (PSB-MG), com apoio do PSB, do
PSDB, do PV e do PPS. Os nomes para os demais cargos devem ser definidos na
reunião de líderes de domingo. O prazo final para o registro das candidaturas
na SGM se encerra às 17 horas, e a eleição da Mesa começa às 18 horas.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">A primeira apuração é para a Presidência; assim que o nome
do eleito é conhecido, ele assume os trabalhos. A votação só começa quando pelo
menos 257 parlamentares registrarem presença no Plenário. Para ser eleito no
primeiro turno, o candidato deve receber a maioria absoluta dos votos,
incluídos os votos brancos e excluídos os nulos.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Caso haja segundo turno, realiza-se novo processo de
escolha. Nesse caso, não é necessária maioria qualificada. Quem obtiver a maior
parte dos votos dos presentes vence. Em caso de empate, será eleito o candidato
mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;"><o:p> </o:p>Somente quando essa etapa é decidida, passa-se à apuração
dos votos para os demais cargos da Mesa.</p><p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Na última eleição, em 2013, foram usadas 19 urnas
eletrônicas. Neste ano, entretanto, pelo fato de a eleição da Mesa ocorrer logo
após a cerimônia de posse dos deputados, serão usadas apenas 14 urnas
eletrônicas, devido a limitações de espaço.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><b><o:p> </o:p>Nova composição</b></p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Após a terceira alteração do resultado das eleições de 2014,
conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT continua com a
maior bancada da Casa, mesmo tendo eleito 19 deputados a menos do que no pleito
anterior. Serão 69 deputados em 2015 contra os 88 na legislatura passada.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">O segundo maior partido será o PMDB, que elegeu seis
deputados a menos e terá 65 representantes; seguido do PSDB, com 54
parlamentares – dez a mais do que tinha. Dos três grandes partidos com mais de
50 deputados, apenas o PSDB cresceu.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">O número de partidos com representação na casa também
aumentou, passando de 22 para 28. Seis partidos (PHS, PTN, PTC, PSDC, PRTB e
PSL) que não tinham representação na Câmara passarão a ter neste ano.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">Já os recém-criados PSD, Pros e SD tiveram as bancadas
reduzidas após a eleição. O PSD, criado em 2011 pelo atual ministro das
Cidades, Gilberto Kassab, teve a bancada reduzida de 45 para 37 deputados. O
Pros, criado em 2013 e partido do atual ministro da Educação, Cid Gomes, perdeu
9 deputados e terá 11 na atual legislatura. O SD também perdeu
representatividade ao eleger apenas 15 deputados, 7 a menos do que tinha.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: normal; text-align: justify;">A abertura dos trabalhos legislativos ocorre no dia 2 de
fevereiro, em sessão do Congresso Nacional, com leitura da mensagem
presidencial pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.</p>