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O acusado da morte do taxista, João Henrique Gauer, 61 anos, morto a facadas no ultimo dia 06 de fevereiro de 2016, esteve na tarde de hoje 22, no fórum da Comarca de Campo Erê, oportunidade que foi realizada a audiência de instrução e julgamento.

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O processo chegou a ficar suspenso por um período, para que o acusado, Marcos Dias 22 anos, pudesse ser submetido a exame de insanidade mental, depois que foi interrogado na fase administrativa, disse que "deu uma loucura na cabeça" e "daí eu acabei matando ele", pediu para a vítima estacionar o carro porque "o diabo queria me levar e eu queria morrer".

Depois de concluído o exame, nada ficou comprovado e o processo teve sequencia sendo realizada hoje a audiência de instrução e julgamento, que envolveu testemunhas, familiares da vitima.

O site Campo Ere.Com acompanhou com exclusividade o depoimento de Marcos Dias, que ao ser informado sobre a acusação, do Ministério Publico, em primeiro momento negou, mas na sequencia passou a contar detalhes sobre o crime.

Ele disse que veio a Campo Erê, para depor em um processo e na quinta feira dia 04/02, depois de prestar o depoimento, foi visitar o tumulo de seu pai e depois seguiu até o bairro Chalito, onde reside sua irmã, com qual estava acompanhado.

Depois disso bebeu cervejas e na tarde de sexta feira dia 5, voltou a beber até de madrugada, quando resolveu ir até a casa de sua mãe, que reside no interior de Santa Terezinha do Progresso e chamou o taxista para a corrida.

Entre suas alegações, Marcos contou uma historia que teria se iniciado em 2001, quando houve a separação dos pais. A suposta vingança seria porque naquele ano ele e seu pai, alcoólatra, retornavam para casa quando o taxista e outro homem moreno pararam o carro e empurraram seu pai, que caiu sobre ele, deixando-o revoltado.

Na manhã do dia 6, ele ligou para o taxista que foi até o bairro Chalito, dizendo que iria para a casa de sua mãe no interior de Santa Terezinha do Progresso.

Durante a viagem, pediu para que o taxista parasse o veiculo e de posse de uma faca, disse que aquilo seria a vingança do episodio ocorrido com o pai dele. Ele não detalhou como matou o taxista, mas disse que deu várias facadas, depois tirou a camisa e jogou juntamente com a faca para o mato.

Depois disso tentou retornar para a cidade, onde abandonaria o veiculo e se refugiaria na casa da irmã, mas como bateu o carro, retornou a pé em direção a casa da mãe. Durante o trajeto passou pelo mato e um rio, chegando a uma residência, pedindo para que fosse feita uma “corrida”.

A mulher que o atendeu disse que seu marido não estava e ligou para um vizinho que de motocicleta o levou até a casa da mãe e que pagou a quantia de R$ 25,00. Ao chegar não encontrou sua mãe, que retornou um tempo depois e a tarde foi surpreendido pela policia.

O Ministério Publico de Santa Catarina, denunciou Marcos pelo crime de latrocínio, (roubo seguido de morte). Até o momento a justiça negou um pedido habeas corpus, feito pela defesa e ele continua recolhido ao presídio regional de Xanxere.

Marcos concluiu seu depoimento dizendo: "que tenho que pagar pelo que fiz e quer que a justiça seja justa".

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No dia do crime o site acompanhou o desenrolar das buscas pelo criminoso.

Pela manhã Marcos Dias, chamou o serviço do taxista, que saiu de sua residência, por volta das 5hs55min, rumando pela PR 180. Minutos depois o veiculo foi visto pelo monitoramento retornando e adentrando a avenida Getulio Vargas, onde passou em uma das câmeras as 6hs08min. O veiculo com o assassino no banco do carona, seguiu até a avenida Bandeirantes e as 6hs14min, ingressou na SC 160, sentido Saltinho.

As 7hs40min o Copom da policia militar recebeu um chamado informado de que um veiculo, havia saído da estrada e nele havia manchas de sangue. Quando os policiais chegaram, notaram várias anormalidades, que caracterizavam que não havia sido um simples acidente, mesmo porque não houve gravidade e vários documentos do taxista estavam esparramados sobre a via.

A guarnição seguiu o sentido apontado por testemunhas, onde o homem que havia abandonado o veiculo seguiu. Nesse meio os policiais que entravam de serviço, e outros que estavam de folga, foram acionados para entrar em contato com a família, onde foram informados do chamado para um serviço.

Choveu na madrugada na região onde aconteceu o crime e uma testemunha informou aos policiais, que havia rastro de veiculo, numa determinada estrada. Uma guarnição seguiu até lá e viu uma camisa vermelha, sobre uns galhos de arvores. Uma varredura passou a ser feita e poucos minutos depois o corpo foi localizado já sem vida.

Nesse momento a policia civil também já buscava indícios da autoria e o serviço do canil da PM de Chapecó, da agencia de inteligência da 9ª RM de São Miguel do Oeste e da Cia de Dionísio Cerqueira, assim como da DIC, IGP e IML de São Lourenço do Oeste foram acionadas.

Aproximadamente 15 policiais civis e militares participaram da operação que culminou com a prisão do autor.

Enquanto uns policiais faziam buscas na região dos fatos, outros buscavam imagens em câmeras de monitoramento e de estabelecimentos comerciais e particulares na cidade, onde por volta das 15 horas, o autor já estava identificado.

Policiais receberam informações de populares de uma comunidade do interior informando que viram uma motocicleta com um carona, sem camisa transitando pelo local. Pouco tempo depois a casa foi localizada, cercada e o acusado preso.

O delegado da Dic, Wilherme Negrão, disse na entrevista para a imprensa, que Marcos, não apresentou motivos para a morte e que ele foi acusado de latrocínio cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Negrão disse que o acusado, chegou no local onde o crime aconteceu, ambos saíram do veiculo onde passou a agredir João com um golpe de faca. Ele não deu detalhes da sequencia, mas que ambos entraram na mata caminhando, quando viu que o taxista estava no chão, roubou o dinheiro, retornou para a estrada e seguiu a pé em outra direção pelo mato, onde alguns metros retornou, pegou o veiculo rumando pela estrada. Antes de abandonar o veiculo ele colidiu em um barranco, mas conseguiu seguir até o local onde novamente saiu da estrada. Ele procurou por dinheiro e abandonou o carro retornando a pé pela estrada.

Depois de abandonar o veiculo, a versão do criminoso é a de que seguiu pela estrada onde chegou na linha Área Nova e pagou a quantia de R$ 25,00 para ser levado até a casa de sua mãe.

Sem revelar o crime para a família, permaneceu dormindo até a chegada da policia, não reagiu e confessou ser ele o responsável pela morte de João Henrique Gauer.