Dois homens, um de 26 outro de 21 anos, foram condenados pelo
tribunal do júri, em seção realizada na ultima quarta feira 11, em São Lourenço
do Oeste.
Os réus foram denunciados pelo MPSC por homicídio duplamente
qualificado em razão do meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da
vítima.
Após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC),
o Tribunal do Júri da Comarca de São Lourenço do Oeste condenou R. R. 26, a 17
anos e 6 meses e G. A. C. 21, a 12 anos de prisão em regime fechado, por
matarem P. F. 42 anos a facadas, inclusive com o esgorjamento (degolamento
parcial) da vítima. O crime ocorreu em março de 2022, no bairro Santa Catarina,
no Município de São Lourenço do Oeste.
Devido aos seus maus antecedentes e à reincidência em crimes
dolosos, ambos vão permanecer presos, mesmo requerendo um recurso.
Entenda o caso
De acordo com a denúncia, no dia 14 de março de 2022 os dois
réus e a vítima estavam na residência da vítima consumindo bebidas alcóolicas.
Em determinado momento, os três começaram a discutir e a
discussão evoluiu para uma briga. Diante disso, os dois, se prevalecendo da
vantagem numérica e se utilizando de duas facas, esfaquearam a vítima diversas
vezes na cabeça, no pescoço e em outras regiões do corpo e ainda degolaram a vítima.
Imediatamente após o crime, os réus fugiram da residência e
os vizinhos da vítima acionaram os Bombeiros e a Polícia Militar, pois ouviram
os barulhos na casa e os sons da vítima agonizando.
Numa rápida ação da policia os dois foram presos dois dias
após o crime e permaneceram presos até a decisão de pronúncia, ocorrida dia 08
de setembro de 2022.
Na oportunidade, o Juiz da Comarca manteve o réu R. R. preso
até a data do Tribunal do Júri, enquanto deu liberdade provisória com
cautelares a G. A. C., por se tratar de réu primário e ter menoridade relativa.
Logo após ser solto, G. A. C. se envolveu em novos crimes, o
que redeu a ele uma nova prisão decretada em 18 de janeiro de 2023, e ainda
permanece recolhido ao presídio até o momento.
O conselho de sentença estava formado por 6 homens e 1 mulher, na acusação atuou o promotor de justiça Mateus Minuzzi Freire da Fontoura Gomes, na defesa dos acusados a advogada Maria Fernanda Vidal Areliano e na presidência dos trabalhos a juíza, Adriana Inácio Mesquita de Azevedo Hartz Restum.
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