Uma ocorrência de extrema gravidade e delicadeza foi registrada na última quarta-feira no município de Modelo, no Oeste catarinense. Uma mulher de 32 anos foi presa sob suspeita de tentar matar a própria filha recém-nascida.
A situação mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, que autuou a mulher pelo crime de tentativa de infanticídio.
A prisão ocorreu no hospital do município, para onde mãe e filha haviam sido encaminhadas após a intervenção de familiares. A Polícia Militar realizou a detenção no local, e a mulher foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Modelo, onde foram adotados os procedimentos legais.
Conforme apurado nas diligências iniciais, a investigada apresentava sinais evidentes de instabilidade emocional há alguns dias. Dentro da residência da família, ela teria tentado asfixiar a filha recém-nascida, pressionando-a contra o próprio corpo. A avó da criança, que presenciou a cena, interveio imediatamente, impedindo a consumação do crime e acionando socorro, atitude fundamental para preservar a vida da bebê.
Durante o atendimento médico, foram constatadas lesões na região abdominal da criança, compatíveis com tentativa de sufocamento. A recém-nascida permaneceu hospitalizada em observação. A mãe, por sua vez, foi encaminhada para os procedimentos policiais.
A investigação da Polícia Civil aponta que a mulher possui histórico de transtornos psiquiátricos graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, além de não estar fazendo uso regular das medicações prescritas. O quadro teria sido agravado pelo período puerperal, especialmente considerando que o parto ocorreu em casa, sem acompanhamento médico.
Diante das circunstâncias, as autoridades avaliaram que a permanência da investigada em convívio social, especialmente próxima da filha, representava risco à integridade da criança.
A mulher foi autuada em flagrante por tentativa de infanticídio, crime previsto no artigo 123 do Código Penal. Após a lavratura do procedimento, ela foi encaminhada ao Presídio de Maravilha. Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, substituída por internação compulsória em hospital psiquiátrico, para acompanhamento médico especializado e proteção da vítima.
A Polícia Civil destacou que a atuação rápida e integrada das forças de segurança e dos profissionais de saúde foi decisiva para evitar um desfecho ainda mais grave, reforçando o compromisso com a proteção da vida, especialmente de crianças em situação de extrema vulnerabilidade.
Siga o portal pelas redes sociais
Seja você um repórter do portal mande sua informação pelo Whats 49 9 91 040458
Instagram: https://www.instagram.com/portalcampoere/
Telegram: https://t.me/CampoEreCom
No Facebook https://www.facebook.com/portalcampoere/
No Youtube: https://www.youtube.com/@portalcampoere
WhatsApp receba as informações simultâneas através do canal
WhatsApp receba as informações simultâneas através do canal clique aqui