A travessia de pedestres sobre o rio Três Voltas, em São Bernardino, voltou a ser interditada após o desmoronamento de parte dos pilares construídos nas cabeceiras da pinguela instalada no local. Esta é a segunda vez que a passagem precisa ser interrompida desde a construção da estrutura.

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A pinguela foi construída como alternativa para os moradores de um bairro populoso que fica do outro lado do rio e que precisam se deslocar diariamente até o centro da cidade. Com a interdição, os pedestres são obrigados a fazer um desvio de quase dois quilômetros, o que tem causado dificuldades, principalmente para quem depende da passagem para trabalhar ou levar crianças até a creche.

 

A situação chegou ao conhecimento dos vereadores Arcione Ribeiro e Gustavo Simionato, após moradores procurarem os parlamentares para relatar os transtornos. Segundo eles, muitas pessoas não possuem veículo ou condições de realizar o deslocamento pela rota alternativa e dependem exclusivamente da travessia para suas atividades diárias.

 

Entre os casos relatados estão trabalhadores que precisam chegar às empresas instaladas na região central e mães que utilizam a passagem para levar e buscar seus filhos na creche. Para essas famílias, o bloqueio representa uma dificuldade significativa no deslocamento cotidiano.

 

Os vereadores cobram uma solução por parte do município e afirmam que, conforme informado pelo setor responsável, o reparo da estrutura somente poderá ser realizado após a redução do nível das águas do rio. A expectativa é de que, assim que as condições permitirem, os trabalhos de recuperação sejam executados para restabelecer a passagem dos pedestres.

 

Nova ponte

O município de São Bernardino está construindo uma nova ponte sobre o rio Três Voltas. O curso d’água atravessa a cidade e divide o bairro da região central.

 

A antiga ponte utilizada pela comunidade era estreita, permitindo a passagem de apenas um veículo por vez. Além de dificultar o trânsito, a estrutura provocava um estreitamento no leito do rio, prejudicando o escoamento da água em períodos de chuvas intensas e contribuindo para o represamento.

 

A nova ponte está sendo construída justamente para solucionar esses problemas e melhorar a mobilidade entre as duas regiões da cidade. Enquanto a obra não é concluída, porém, os moradores dependem de alternativas provisórias para atravessar o rio.

 

Para os vereadores e moradores, a recuperação da pinguela é necessária para garantir uma passagem segura aos pedestres até que a nova ponte seja finalizada.

 

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