Três homens acusados de envolvimento em uma  tripla tentativa homicídio ocorrido no dia 30 de abril de 2025, no bairro Vila Feliz, em Campo Erê, foram condenados pela Justiça após quase dois dias de julgamento. A sessão do Tribunal do Júri foi realizada no Fórum da Comarca de Campo Erê e teve a sentença lida por volta das 13h desta sexta-feira (25).

Somadas, as penas aplicadas aos três réus ultrapassam 55 anos de prisão.

 

As condenações

O réu Ademir Farias foi condenado a 14 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele também deverá pagar R$ 10 mil por danos morais em favor da vítima Gilnei Lopes, valor que deverá ser devidamente corrigido.

 

Robson da Silva foi condenado a 21 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão, também em regime inicialmente fechado.

 

Já Alisson Martins recebeu pena de 19 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.

 

Robson da Silva e Alisson Martins foram ainda condenados solidariamente ao pagamento de indenizações por danos morais. Para Gilnei Lopes e Anderson Bandeira, foi fixado o valor de R$ 10 mil para cada vítima. Para Mariane da Silva de Abreu, a indenização foi estabelecida em R$ 30 mil, todos os valores devidamente corrigidos, conforme a fundamentação da sentença.

 

Como aconteceu o crime

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Robson da Silva e Ademir Farias, moradores do bairro Alto São Mateus, foram até a residência das vítimas por volta das 0h30 do dia 30 de abril de 2025.

 

Conforme consta na denúncia, os dois chegaram ao local em um veículo e, após arrombarem a porta da residência, entraram enquanto as vítimas dormiam.

 

Gilnei Lopes teria sido alvo de uma tentativa de asfixia, supostamente com o uso de um cobertor e também por esganadura. Durante a ação, ele e sua esposa conseguiram se desvencilhar dos acusados.

 

Ainda segundo a acusação, Gilnei teria utilizado um facão e desferido vários golpes contra Ademir Farias, que deixou o local ferido e foi posteriormente socorrido por um morador das proximidades.

 

Robson fugiu a pé, mas teria retornado posteriormente em outro veículo, conduzido por Alisson Martins. Os dois estariam armados e, conforme a denúncia, efetuaram disparos de arma de fogo contra a residência.

 

Um dos disparos atingiu uma mulher, que foi socorrida logo após o ataque.

 

Depois do crime, Ademir também recebeu atendimento médico, enquanto os demais envolvidos deixaram o local e não foram encontrados nos dias seguintes.

 

O veiculo utilizado pela dupla que havia sido abandonado foi retirado do local e incendiado logo depois.

 

Prisões dos investigados

Após a investigação dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão dos suspeitos, pedido que foi deferido pela Justiça.

 

Ademir Farias foi localizado e preso em uma boate no município de Marmeleiro. Alisson Martins foi encontrado escondido no forro de uma residência em Dois Vizinhos durante uma operação policial para captura dos investigados.

 

Robson da Silva foi preso em General Carneiro, no Paraná, quando, segundo as informações do processo, foi flagrado de posse de uma arma de fogo.

 

Julgamento foi retomado nesta sexta-feira

O julgamento teve início na quinta-feira e foi suspenso durante a noite, sendo retomado na manhã desta sexta-feira.

 

Na sequência, foram realizadas a tréplica das defesas, a votação dos quesitos pelos jurados e, posteriormente, a leitura da sentença pela juíza Dra. Mariana Haeflinger Reineri.

 

Os três réus respondiam ao processo presos e, após a leitura da sentença, retornaram ao sistema prisional para continuar o cumprimento das penas.

 

Atuação no Tribunal do Júri

Durante o julgamento, que teve no conselho de sentença 3 homens e 4 mulheres teve a atuação dos servidores da Justiça, na segurança e dos trabalhos policiais militares, policiais penais e equipes de segurança.

 

A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Vanderley José Bolfe.

 

A defesa de Ademir Farias foi realizada pelo advogado Henrique Masetto, com assistência de Ivanio Formigheri.

 

Robson da Silva foi defendido pelo advogado Rodolfo Ribolli, de Clevelândia (PR), com assistência dos advogados Mateus Daldin e João Maria, ambos de União da Vitória (PR).

A defesa de Alisson Martins foi realizada pelos advogados Tadeu Baretto e Ezequiel Fernandes, de Itapejara do Oeste.

 

Julgamento suspenso

Fogo em veiculo

desentendimento antigo