O período de defeso da Piracema começa nesta quinta-feira (1º) na Bacia do Rio Uruguai e seguirá até 31 de janeiro de 2027. A medida tem como objetivo proteger a reprodução natural dos peixes e garantir a preservação dos recursos pesqueiros.

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De acordo com o 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Chapecó, durante o período de defeso a pesca sofre diversas restrições, conforme estabelece a Instrução Normativa IBAMA nº 193/2008.

 

Fica proibida a utilização de equipamentos considerados predatórios, como redes, tarrafas, espinhéis, carretilhas, molinetes e outros petrechos de pesca, além do uso de embarcações motorizadas.

 

Também existem restrições específicas para a pesca nas proximidades de corredeiras, cachoeiras e barragens de usinas hidrelétricas. Nesses locais, a atividade é proibida em uma distância de 1.500 metros acima e abaixo dos pontos determinados.

 

Pesca permitida

Apesar das restrições, algumas modalidades continuam autorizadas. A pesca com linha de mão ou vara de pesca pode ser realizada, desde que fora dos locais proibidos e respeitando o limite de 5 quilos de pescado por pescador.

 

Pesque-pagues e pisciculturas devidamente registrados também podem funcionar durante o período, desde que consigam comprovar a origem legal do pescado.

 

Fiscalização será reforçada

A fiscalização será realizada de forma integrada pela Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, pelo IBAMA e pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul, abrangendo diferentes pontos da Bacia do Rio Uruguai.

 

A pesca em período ou local proibido é considerada crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, podendo resultar em multa e demais sanções previstas na legislação.

 

A Polícia Militar Ambiental reforça a importância da colaboração da população para a preservação dos rios e dos estoques pesqueiros. Denúncias sobre pesca ilegal podem ser feitas pelo telefone 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão, além dos canais da Polícia Militar Ambiental.

 

O período de Piracema é considerado fundamental para assegurar que os peixes possam realizar seu ciclo reprodutivo, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas aquáticos e dos recursos pesqueiros da região.

 

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