A Polícia Civil deflagrou, na tarde de segunda-feira (19), a Operação Ultimato, em Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, contra a facção criminosa “Os Manos”, de origem gaúcha e atuação interestadual. A operação resultou no cumprimento de nove mandados de prisão, sendo sete preventivas e duas temporárias, além de cinco mandados de busca e apreensão.
As investigações começaram após a apreensão de um adolescente de 17 anos, em agosto de 2026, por ato infracional análogo ao tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, o jovem teria perdido 32 porções de cocaína pertencentes à facção, o que desencadeou ameaças e extorsões contra familiares. O avô do adolescente foi obrigado a pagar três mil reais aos criminosos.
A investigação também apurou casos de extorsão contra comerciantes e moradores de Itapiranga. Em uma das ocorrências, proprietários de um estabelecimento comercial receberam ameaças de incêndio e de morte contra familiares caso não efetuassem os pagamentos exigidos.
Em outro caso, uma mulher foi extorquida em oito mil e 800 reais por causa de uma suposta dívida de drogas do filho. Sob ameaças com arma de fogo, ela foi obrigada a entregar o próprio automóvel, levado para o Rio Grande do Sul e recuperado posteriormente, após o pagamento exigido pelos criminosos.
Com o avanço das diligências, os policiais identificaram quatro supostas lideranças da organização criminosa, conhecidas pelos apelidos de “DG”, “Turco”, “Sombra” e “Bin Laden”. Conforme a investigação, mesmo presos no Rio Grande do Sul, eles continuavam coordenando atividades ilícitas por meio de celulares e aplicativos bancários.
Diante dos fatos, a Polícia Civil solicitou a transferência de “DG” para uma penitenciária federal de segurança máxima e dos demais líderes para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Também foi requerido o bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a facção.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar de Itapiranga, do Canil de São Miguel do Oeste e de policiais civis de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração das movimentações financeiras da organização criminosa.
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