Foto: campoere.com
O ano de 2026 marcará a realização da 54ª Romaria da Imaculada Conceição em Campo Erê.
Como parte das celebrações, o local onde tiveram início os atos religiosos, na Linha Faxinal, receberá um santuário. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 300 mil, oriundos de emenda parlamentar do deputado Padre Pedro Baldissera, viabilizada pela vereadora Marilei Bernardi.
A ordem de serviço foi assinada na tarde desta terça-feira, no gabinete da prefeita Rozane Moreira, com a presença de representantes da empresa vencedora da licitação e lideranças da comunidade da Linha Faxina, local que, há cerca de 54 anos, sediou as primeiras celebrações da romaria.
Na época, Campo Erê ainda era distrito de Chapecó, e a Linha Faxinal já contava com boa infraestrutura, incluindo destacamentos das polícias de Santa Catarina e do Paraná, comércio ativo e igreja. Com o crescimento urbano, a estrutura foi sendo transferida para a atual área central da cidade, e a imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição acabou permanecendo no local.
Posteriormente, famílias e religiosos resgataram a imagem e a levaram para a igreja matriz, dando início à tradição que se mantém até hoje: todos os anos, fiéis participam de uma caminhada de aproximadamente seis quilômetros, saindo da igreja matriz até a Linha Faxinal, onde é celebrada a missa em homenagem à padroeira de Campo Erê.
Aguinhas de São João Maria
Outro destaque da Linha Faxinal são as conhecidas “Aguinhas de São João Maria”, um importante ponto de fé e devoção popular.
Segundo a tradição, um monge andarilho chamado João Maria costumava percorrer o sul do Brasil no final do século XIX e início do século XX, fazendo paradas para descanso e oração. Em uma dessas passagens por Campo Erê, ele teria utilizado a fonte de água local, que desde então passou a ser considerada sagrada.
Com o tempo, o local se tornou ponto de peregrinação. Fiéis visitam a fonte para rezar, deixar oferendas como flores e objetos, e levar a água, à qual são atribuídas propriedades de cura. Há relatos de graças alcançadas, especialmente relacionadas a doenças de pele e feridas.
A história das Aguinhas de São João Maria também se conecta ao contexto cultural da Guerra do Contestado e à figura mística dos monges que percorriam a região, abençoando comunidades e marcando sua passagem com cruzes.
Hoje, o espaço é reconhecido como um importante ponto de turismo religioso, preservando a memória e a fé da comunidade de Campo Erê.
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